Controlar e soltar

Sunday, November 27, 2016

Control and Release é uma técnica de condução na via por parte de utilizadores de bicicleta que permite aumentar a segurança de todos.

Existem muitas formas de explanar esta técnica, basta procurar na internet.
"A savvy cycling practice in which the bicycle driver balances courtesy with safety by controlling his or her lane, but moving aside or pulling over, when it is safe and reasonable to do so, to release traffic that is unable to pass for a significant time."
http://iamtraffic.org/glossary/control-and-release/


Obviamente que esta postura na estrada não é fácil, e como uso uma bicicleta com assistência elétrica ajuda a manter uma velocidade elevada o que permite mais facilmente realizar esta postura. No entanto deve ser uma forma natural e assertiva de manter a posição na via e partilhar em segurança para todos.

E uns suportes para bicicletas?

Dizem que a nova sede da Polícia Judiciária custou para cima de 80 milhões, tem um heliporto, estacionamento subterrâneo e um sem número de muitas melhorias para potenciar o trabalho das nossas forças policiais.


Não havia uns 500€ para ter uns suportes para bicicletas na larga praça que existe na entrada do edifício?

Enquanto as mentalidades de quem rege o espaço público continuar focado no transporte motorizado particular não vamos lá...

Estes ciclistas a embaraçar o trânsito!

Thursday, November 24, 2016


Segundo o IMTT esta é a ficha de aprendizagem sobre "Paragem e Estacionamento"


Ora segundo o Código da Estrada temos:

Artigo 49.º
Proibição de paragem ou estacionamento

1 - É proibido parar ou estacionar:
a) Nas rotundas, pontes, túneis, passagens de nível, passagens inferiores ou superiores e em todos os lugares de visibilidade insuficiente;

b) A menos de 5 m para um e outro lado dos cruzamentos, entroncamentos ou rotundas, sem prejuízo do disposto na alínea e)do presente número e na alínea a) do n.º 2;

c) A menos de 5 m para a frente e 25 m para trás dos sinais indicativos da paragem dos veículos de transporte coletivo de passageiros ou a menos de 6 m para trás daqueles sinais quando os referidos veículos transitem sobre carris;

d) A menos de 5 m antes e nas passagens assinaladas para a travessia de peões ou de velocípedes;

e) A menos de 20 m antes dos sinais verticais ou luminosos se a altura dos veículos, incluindo a respetiva carga, os encobrir;

f) Nas pistas de velocípedes, nos ilhéus direcionais, nas placas centrais das rotundas, nos passeios e demais locais destinados ao trânsito de peões;

g) Na faixa de rodagem sempre que esteja sinalizada com linha longitudinal contínua e a distância entre esta e o veículo seja inferior a 3 m.

(...)

3 - Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de € 30 a € 150, salvo se se tratar de paragem ou estacionamento nas passagens de peões ou de velocípedes e nos passeios, impedindo a passagem de peões, caso em que a coima é de € 60 a € 300

E além disso temos a sinalização vertical tal como explanado por exemplo aqui no site do Bom Condutor:
"C16 - Paragem e estacionamento proibidos
Indicação da proibição permanente de parar ou estacionar quaisquer veículos."

Conseguem detetar infrações aqui neste troço?



É fazer as contas, mas por baixo são cerca de 130 carros a 30€ = 3900€.
Os estacionados em cima de passadeiras pagam mais...

Mas os ciclistas que passam os vermelhos e que andam no meio da estrada é que são uns empatas e não tem civismo e o camandro...

Para os fracos em interpretação da mensagem:
- Não deve estacionar em cima das passadeiras.
- Mas os ciclistas passam vermelhos!
- Não deve andar em excesso de velocidade, pode ser perigoso...
- Mas os ciclistas passam vermelhos!
- Tem de dar uma distância mínima de 1.5 mts ao ultrapassar...
-Mas, mas... os ciclistas passam os vermelhos!
- Não pode estacionar em cima da ciclovia, ou passeios...
- Mas os ciclistas passam vermelhos!
- Deve respeitar as distâncias na via pública.
- Mas os ciclistas passam vermelhos!
- Se tiver um descuido pode matar um ciclista.
- Mas eles passam vermelhos!
- Não deve passar vermelhos.
- Mas os ciclistas também passam vermelhos!
Etc ,etc...

Havendo espaço, capacidade e vontade o que as entidades incompetentes e os técnicos inferiores da CMO deveriam fazer era repensar a via pública para usufruto de todos e não apenas de alguns, criando condições de segurança para o trânsito automóvel mas acima de tudo para os utilizadores vulneráveis.




Adenda:
Só para referir que nesta Estrada da Outurela fica a Esquadra da PSP de Carnaxide, nunca devem ter reparado nestas infrações.

Vendi a Felicidade

Wednesday, November 23, 2016

Apesar de não me andar a esforçar muito, por razões sentimentais, lá acabei por finalmente vender a Felicidade trocando-a pelo vil metal (dinheiro).


Vai fazer feliz um moço estudante das ilhas que a usará para fazer o seu percurso de poucos kms entre a casa que habita e a faculdade onde estuda. 

Espero vê-la a rolar um dia nessa nossa capital espalhando a felicidade inata a quem anda de bicicleta.

A todos vocês que tem bicicletas nas garagens e arrecadações a apanhar pó: ou as usam ou as vendem, elas são feitas para rolar no asfalto!

Legalizar o estacionamento ilegal e potenciar o aumento de perigo rodoviário descurando os transportes públicos, peões e utilizadores de bicicleta

Saturday, November 5, 2016

No seguimento deste tema satirizado em mais um "#Funcionários" aqui titulado de "Estacionamentos "em espinha" e os Funcionários #10"

Diz no OE 2017 o seguinte:

«
AMBIENTE:
1. Promover a mobilidade urbana assente na utilização dos transportes públicos, na mobilidade elétrica e na mobilidade suave, e promoção da sustentabilidade do serviço público, incluindo:
- Desenvolvimento e consolidação dos projetos de alargamento da rede dos metros de Lisboa e Porto
- Aquisição de viaturas elétricas para os serviços ambientais
- Transição da gestão da STCP para a responsabilidade de entidades públicas locais e municipalização da Carris
(https://www.oe2017.gov.pt/ambiente/)

PLANEAMENTO E INFRAESTRUTURAS:
3. Desenvolver o Plano Nacional de Mobilidade 2030, como novo instrumento estratégico de planeamento em matérias de mobilidade e de infraestruturas de transporte, que se adeque a um novo quadro de apoios europeus pós 2020
(https://www.oe2017.gov.pt/planeamento-e-infraestruturas/)

RELATÓRIO DO ORÇAMENTO DO ESTADO 2017:
VI.14. Planeamento e Infraestruturas (PO14):
"em 2017, o Governo pretende iniciar os estudos necessários à definição de um Plano Nacional de Mobilidade de longo prazo, com o horizonte temporal de 2030. Importa, assim, ter um novo instrumento estratégico de planeamento em matérias de mobilidade e de infraestruturas de transporte, que se adeque a um novo quadro de apoios europeus pós 2020, bem como às tendências tecnológicas, sociais e ambientais suscetíveis de afetar padrões de mobilidade e necessidades infraestruturais futuras.
Pretende-se ainda que este Plano reúna o consenso alargado dos partidos com assento parlamentar, dos diversos stakeholders e da sociedade em geral." (p. 195)

VI.16. Ambiente (PO16):
"Mediante a integração das políticas ambientais, executar-se-á um conjunto de medidas de mitigação às alterações climáticas e de melhoria da competitividade das cidades, através da reabilitação urbana, a eficiência energética e a mobilidade sustentável" (p. 206)

"Transportes e Mobilidade Urbana
Com vista à garantia da sustentabilidade do serviço público de transportes, à concretização da política de descentralização promovida pelo Governo, e à melhoria do serviço público de transportes prestado às populações, em 2017 será concretizada transição da gestão da empresa STCP para a responsabilidade de entidades públicas locais e a municipalização da Carris, prevendo-se, ainda, os instrumentos necessários ao reajuste da organização das empresas, com vista à adaptação à nova realidade operacional.
A política de descentralização será, ainda, concretizada na manutenção do esforço de capacitação das autoridades locais e regionais, com a criação do Fundo de Serviço Público de Transportes, previsto na Lei n.º 52/2015, de 9 de junho. Este fundo prevê os recursos adequados para apoiar o funcionamento das autoridades de transporte locais e regionais, permitindo aproximar a gestão das redes de transporte público do território que as serve.
Ao nível da política tarifária de transportes, será consolidada a extensão do apoio Social + a todo o território, e estendido o apoio a todos os estudantes de ensino superior com menos de 23 anos,
promovendo o acesso universal, sem condição de recurso, ao primeiro escalão do apoio tarifário Sub23.
Ao nível da mobilidade elétrica, será clarificado o tempo mínimo de duração dos incentivos fiscais para a aquisição e utilização do veículo elétrico (VE), dando maior estabilidade ao mercado no momento de decidir qual o tipo de veículo a adquirir. Considerando que o acesso ao veículo elétrico deve ser facilitado, inclusive desde a aquisição do primeiro veículo, será apoiada a aquisição de VE per si, sendo eliminada a obrigação que até agora se mantinha de abate de um veículo convencional.
Durante o ano de 2017 será dado um grande impulso à aquisição de autocarros elétricos e a gás no conjunto das empresas (incluindo operadores privados) e a novas formas de bilhética mais amigas dos utentes, criando uma conta de mobilidade com periodicidade mensal." (p. 209)

( https://www.oe2017.gov.pt/wp-content/uploads/2016/10/OE2017.pdf

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No entanto o que se vê no terreno por parte das Câmaras Municipais é um continuado reforço das infraestruturas que sustentam o uso do automóvel particular em detrimento dos meios ativos e transportes públicos.

Hoje de manhã ao deslocar-me de bicicleta para o meu local de trabalho vejo que a aposta do município de Oeiras continua a ser o favorecimento de infraestruturas ao automóvel ao invés de apostar em melhorias significativas para que todos pudessem adoptar meios que permitam poupar tempo, o ambiente, fazer menos ruído, menos poluição, mais saúde, etc e que seja socialmente equitativo.

Precisamos de mudar mentalidades, mas é nos gabinetes de mobilidade e de trânsito das Câmaras Municipais...

Em vez de se criarem infraestruturas e condições para peões, bicicletas e transportes públicos continuamos a gastar o erário público a satisfazer e elevar o uso do automóvel particular, até quando?

Enquanto não for uma aposta séria, os escritos nos orçamentos e nos discursos de ministros e secretários de estado não passam de palavras vãs!

1)
Sentido Outurela > Carnaxide
De manhã quando circulei na dita Estrada da Outurela a caminho do trabalho vi as marcações no chão, que ilustrei na foto anteriormente enviada, e que demostram que irão efetuar novas zonas de estacionamento "em espinha" (lamento, mas desconheço o termo técnico) no sentido Outurela-Carnaxide. Ora convenhamos que ao mudar o estacionamento existente de paralelo para "em espinha" irá aumentar o número de lugares disponíveis para estacionamento automóvel. Logo trará um incremento de veículos e menos espaço para circulação em modos ativos.



(marcações de estacionamento em "espinha")

(passeios em mau estado, diminutos e com obstáculos)

(espaço de circulação atual)

2)
Sentido Carnaxide > Outurela
Efetivamente à noite à volta não reparei que no sentido Carnaxide-Outurela as marcações também existem mas em formato de estacionamento paralelo, que representa a atual disposição dos veículos. Agora o que discordo é que como se pode validar nas fotos anexas o estacionamento existente no sentido Carnaxide-Outurela, que aparentemente irá ficar em paralelo, é hoje uma situação ilegal e cuja falta de fiscalização tem deixado ser esta uma pratica corrente e tolerável, quando não o deveria ser. Existe sinalização vertical que assim o prova. Aliás em tooooooooda a extensão da Estrada da Outurela há centenas de veículos estacionados ilegalmente em total desrespeito pela sinalização vertical existente o que provoca um exagerado número de veículos em circulação, pois quantos mais lugares houverem disponíveis e não fiscalizados mais pessoas optam pelo uso do veículo pessoal em detrimento do transporte público e ou modos ativos. Portanto legalizar o estacionamento ilegal também irá aumentar o número de lugares.

(sinal de proibido parar e estacionar)

(legalização do estacionamento que hoje é ilegal)


Portanto com base nestes factos a afirmação de:
"Neste arruamento especifico a CMO apenas irá marcar os estacionamentos que já eram existentes." é totalmente errada e está a potenciar exatamente o contrário do que deveria ser o objetivo das entidades locais e nacionais no sentido de promover uma via pública para todos e sobretudo melhores condições de segurança para os modos ativos, potenciando assim uma equidade social, um melhor ambiente, melhor saúde, menos ruído, etc.

Envio uns esboços toscamente feitos, pois não tenho competência e conhecimento na área, para demonstrar aquilo que deveria ser a aposta efetiva da edilidade no que respeita a alterações de configuração de trânsito nesta, e noutras, vias de grande fluxo automóvel.
Esta aposta passaria por criar simples ciclovias unidirecionais no espaço já existente balizando com lancis e com o dito estacionamento automóvel paralelo segregando assim de forma segura quem circula em modos ativo e melhorar os passeios que estão num estado deplorável e impedem uma simples circulação de um carrinho de bebés.

(situação atual com estacionamento paralelo mas espaço de meia via para circular)

(projeto em curso de estacionamento em "espinha")

(sugestão de aproveitamento para criação de ciclovia unidirecional)

Este simples video onde se explana a única forma de potenciar os modos ativos nas atuais urbes:
"Como fazer para ter mais bicicletas na cidade?"

Ficam aqui os contactos se acharem que devem fazer o vosso papel cívico de intervir nesta obra que mais uma vez coloca os mais vulneráveis no fim da cadeia de decisão e interesse das nossas "entidades" e dos seus "técnicos".

  • Departamento de Obras Municipais de Oeiras : DOM@cm-oeiras.pt
  • Presidente da Junta: presidente@uf-carnaxide-queijas.pt
  • Presidente da Câmara: presidente@cm-oeiras.pt
  • Vereador dos Transportes: Angelo.Pereira@cm-oeiras.pt

Pensamento asinino

Thursday, November 3, 2016

Ontem tive de ir a Lisboa, a capital do reino, e verifiquei com estes que a terra há de comer o caos instalado que qualquer obra acarreta...

Quer dizer, caos para as latinhas, pois o transtorno para peões e bicicletas existe mas não é assim tão mais incomodativo, ou pelo menos não mais que o normal numa cidade em que a via pública marginaliza quem não quer deslocar-se de popó.

Vi muitas bicicletas, a rolar, agarradas a postes, pela mão nas passadeiras... a coisa está a pegar!


A vinda à noite vi muitos bike ninjas, esta malta não percebe que mesmo com a luz pública é preciso por ser a lei e por segurança ter luzer atrás e à frente. Por falar em luzes, mas já é Natal? Chiça!


Mas ontem aconteceu um episódio engraçado, na Rua do Viriato, atrás do Hotel Sheraton, um dos locais que sempre tive dificuldades em rolar, estão também em obras e os carros amontoavam-se nervosos e impacientes... eu e outro cavaleiro do pedal simplesmente gincávamos por entre os carros parados.


No entanto o sinal ficou vermelho e o rapaz ainda passou e eu obviamente parei, eu sou desses. E o senhor agente olhou para mim, eu disse-lhe bom-dia, e ele mirou a bicicleta e diz-me:
"Olhe, você vá por aqui... " - apontado à passadeira e passeio - " e vá devagarinho, cuidado com o peão, e você assim desenrasca-se! Vá, mas devagar."
Lá fui, mas desmontei assim que me cheguei ao passeio, levei pela mão e mais à frente montei já na estrada mas fiquei a pensar naquilo. É o nosso mote nacional, o "desenrasca".

Ao final do dia ouvi, vi e li sobre a ação mediática que um partido político quer fazer para provar que Lisboa está o caos em termos de mobilidade fazendo uma "corrida" entre um Ferrari (a marca do cavalinho rampante) e um burro copiando uma ação feita há mais de 20 anos.

Ele há gente com incapacidade mental e com um pensamento asinino que não é capaz de se capacitar que para um percurso de até 5kms dentro de uma cidade como a nossa o melhor é mesmo os transportes públicos e/ou a bicicleta? E andamos neste ramram com esta gente que nos quer liderar.

Ver mais info aqui no A nossa Terrinha

Entretanto lembrei-me: Ferrari?! Eu já fiz essa corrida :) e ganhei!



La mia bici sorpasso di una Ferrari :)
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2014/12/la-mia-bici-sorpasso-di-una-ferrari.html

Estacionamentos "em espinha" e os Funcionários #10

Monday, October 31, 2016

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção... estas minhas estórias são mesmo ficção, qualquer semelhança com a realidade serão pura coincidência).


«
- Sr. Engenheiro, Sr. Engenheiro... - interpela o rapaz cheio de genica logo pela manhã de segunda...
- Bom-dia, calma rapaz, deixa-me lá primeiro acomodar, ainda agora cheguei.
O rapaz lá esperou e depois continuou:
- Tenho uma ideia para uma melhoria de mobilidade urbana seguindo as melhores práticas e as tendências atuais...
- Uiii, lá vens tu com essas modernices. Então conta lá - resmunga o engenheiro da velha guarda enquanto pega no seu jornal para ler as gordas.
- Ia no outro dia ali na Estrada da Outurela a subir em direção a Carnaxide e apercebi-me de uma outra pessoa a circular de bicicleta, mas ao passo de ir na estrada como deve ser ia no passeio, que já por si é diminuto, a incomodar os peões...
- Esses ciclistas incomodam toda a gente, se vão na estrada parecem umas tartarugas que não saem da frente, melhor irem no passeio, digo eu.
O rapaz não estava para discutir e lá deixou passar a provocação.
- Dizia eu... e ao interpelar a pessoa disse-me que tinha receio de andar na estrada pois os carros não respeitam o código e muitas vezes agem de forma agressiva.
- Agressiva? Apitar para sairem da frente não é ser agressivo, é até útil para o ciclista saber e sair da frente para não levar com um carro em cima. É um favor que lhes faço.
O rapaz lá deixou passar mais uma do engenheiro e continuou.
- Pronto, mas ali naquela estrada efetivamente com pouco custo poder-se-ia fazer uma melhoria significativa... a faixa de rodagem tem 4 vias de trânsito, duas em cada sentido, mas efetivamente tem apenas uma e meia pois a da direita está preenchida com veículos estacionados o que permitiria com pouco investimento alargar um pouco o passeio e ao lado desta fazer uma ciclovia unidirecional de cada lado, uma a subir e outra a descer, permitindo assim uma melhor segurança a quem não se aventura a ir para a estrada e anda pelo passeio.
- Hmmmm? Como assim?
- Veja aqui estes esboços e fotografias... - mostra o rapaz ao engenheiro.





- Bastaria criar uma zona à cota da estrada mas separada com um lancil para os veículos estacionarem paralelos como se fosse o passeio, mas com alguma distância de segurança para que as portas ao abrir não causassem perigo a quem está na ciclovia... parecida com aquela ciclovia ali em Tenheiras, quiça com um meio metro de "verde".

(ciclovia bi-direcional na Rua Fernando Namora em Tellheiras - Lisboa)

O engenheiro começou a mostrar genuíno interesse.
- Ó rapaz, isto é muito interessante, deixa cá ver bem isto.

(...)

Passado umas semanas o engenheiro veio dar a boa nova ao rapaz.
- Rapaz, aquela tua ideia deu frutos! Se não fosses tu e a tua visão enviesada da mobilidade urbana nunca teriamos chegado a esta solução.
- Então? - questionou o rapaz entusiasmado.
- Tenho a dizer-te que há estudos que garantem que as soluções de mobilidade nas urbes passam pelo incremento de infraestruturas e facilidades...
- Sim?? - continuava expectante o rapaz, incrédulo por finalmente fazer ver ao engenheiro que o futuro das grandes cidades passa por um conjunto de meios e não apenas os veículos de combustão particular.
- ... mas para comportar cada vez mais carros, que são sim o futuro!
- WTF?! Como assim? Mas afinal o que vamos fazer aqui para a Estrada da Outurela?
- Rapaz, como disseste e bem, havia ali meia via de trânsito que não servia de nada, pelo que fazendo as coisas bem feitas não é cá meter umas ciclovias unidirecionais ou melhorias dos passeios... o que vamos fazer é muito mas muito melhor... Vamos aproveitar o espaço e vamos fazer estacionamento "em espinha"!




- NÃÃÃOOOO!!!
- Sim, sim, já estamos a tratar de tudo... em menos de nada o estacionamento vai duplicar! É o futuro rapaz! Mas quais bicicletas...?! Ganha mas é juízo!»


Agora sem ser ficção, e a sério:
Os técnicos "inferiores" da CM Oeiras são mesmo limitados! E o executivo que lá está deixa muito a desejar! Quando todas as cidades europeias caminham para uma adequação aos meios ativos como andar a pé e de bicicleta com intermodalidade com transportes públicos estes técnicos continuam quarenta anos atrasados!!

Na capital de Espanha foi notícia isto, por cá continuamos com a cabeça na areia como as avestruzes!

"Hoy está prohibido aparcar en el centro de Madrid debido a la alta contaminación"
http://www.elmundo.es/madrid/2016/10/30/58164fda22601dce148b457e.html


POR CÁ HÁ GENTE QUE NÃO PERCEBE O MUNDO!
 

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