Sempre a atrapalhar...

Monday, February 20, 2017

"Ópá, raios destas bicicletes sempre a atrapalhar, anda aqui uma pessoa a querer ir trabalhar ou para casa e estas lesmas sempre a empatar... até os autocarros eles atrapalha... e passam vermelhos e o camandro!"

NOT!!!


Cada latinha leva apenas o seu condutor, o autocarro ia cheio de miudos da faculdade e já devia estar ali há algum tempo a tentar entrar...

Mas o esquisito sou eu?

Pensamento primitivo

Monday, February 6, 2017

Ainda a propósito do PENSE vou só deixar isto aqui...



Posição primária - circular mais para o centro da via

Sunday, February 5, 2017


Posição primária na circulação em bicicleta é, dentro da legalidade do Código da Estrada, circular perto do centro da via mas do seu lado direito, fazendo com que o restante trânsito ultrapasse apenas quando existe segurança para o fazer, dando a distância mínima de 1,5m e usando  a via adjacente.

Ver também este outro artigo sobre o "Control&Release".

Saldanha sem Carros - Lisboa em 22 de janeiro de 2017

Sunday, January 22, 2017

Hoje dei um salto ao Saldanha sem Carros, uma ação promovida pela CM Lisboa para inaugurar as novas infraestuturas cujas obras no Eixo Central tanto atormentaram e tanta clivagem criaram entre os Lisboetas e aqueles que ali trabalham...


Fiz um video e-s-p-e-t-a-c-u-l-a-r!!

Mas infelizmente tirei a máquina do suporte para fazer uma filmagem geral de um ponto alto e caiu ao chão e corrompeu o ficheiro :(
Isto foi o melhor que consegui com as minhas parcas capacidades com um sw free de recuperação de ficheiros mp4.



Fecharam ali um raio de 500 metros da Praça do Saldanha, e estava cheia de banquinhas de comida, bebida, tinha palcos com animação, zumba e essas cenas, tinha mesas de malta a jogar xadrez, tinha espaços para a criançada brincar e saltar, tinha famílias inteiras a passear, malta de skate, de patins de trotinetes, carrinhos de bebés, cadeiras de rodas, malta em muletas ou bengala, velhos e novos, grandes e pequenos, homens e mulheres, licrados com capacete e malta vestida casualmente em cima de uma bicicleta, uma babilónia!

Sobre as obras que agora, quase findam, eu tenho para mim que teve e tem algumas graves falhas de desenho e de implementação.

A vontade de fazer melhor pela mobilidade podia ter ido um pouco mais longe, mas como existe sempre uma grande dificuldade em mexer nas artérias com medo da opinião petrol-head ficou-se por esta corajosa mas tímida evolução. No caminho certo, mas ainda longe...

A ciclovia unidirecional à cota do passeio na Av. Fontes Pereira de Melo é um convite para ser invadida por peões, mais a mais que nalguns sítios ladeiam com a bonita mas pouco prática calçada de pedrinhas brancas.

E aqueles dois centimetros que separam a ciclovia do passeio são insuficientes para que os peões entendam que é outra via, mas perigoso para quem bate lá com a roda possa ter um desequilíbrio - hoje ia caindo, bolas!!

O percurso na praça do Saldanha, e a anterior na rotunda do Marquês, é de quem anda a passear de bicicleta e não para a mobilidade pois dá umas voltas sem sentido e tem intersecções desnecessárias. Quem usa a bicicleta para se deslocar vai continuar a andar na estrada, e isso vai criar inanimosidade pelos condutores automóveis que vão querer empurrar os "ciclistas" para as vias reservadas.

As intersecções e cruzamentos são perigosos, em Sevilha por exemplo não é a ciclovia que baixa à cota da estrada de trânsito rodoviário mas o contrário, obrigando assim os veículos motorizados a terem cautelas no atravessamento... aqui não se quis incomodar os condutores com essa precaução pelo que tem de haver sempre muito cuidado de quem rola para não ser apanhado por um veículo a fazer um "gancho de viragem".

Mas nem tudo é mau. Obviamente que apesar de algumas falhas e detalhes a corrigir/melhorar já se notava um aumento bastante grande de pessoas a circular de bicicleta. A semana passada, na terça, fui de bicicleta trabalhar em Lisboa e mesmo neste rigososo tempo invernal vi mais bicicletas a rolar que algum dia tinha visto. As infraestruturas trazem mais e mais pessoas... o caminho faz-se caminhando.

Quiça um dia haja coragem para tornar a Av. Fontes Pereira de Melo algo como estas avenidas de Sevilha, Bilbao ou de Edimburgo... haja esperança!

Sevilha... grandes tomates para fechar esta avenida ao trânsito e torná-la numa zona pujante de vida e de comércio!




Edimburgo... grandes tomates para fechar esta avenida ao trânsito automóvel e deixar apenas os transportes públicos e torná-la numa zona pujante de vida e de comércio!




Bilbao... mais uma avenida cheia de vida e comércio, só com transportes públicos a serem permitidos.



No entanto há uns que continuam a achar que está tudo mal e o camandro... iluminados lá da Luz!


(nota: quais zonas de paragem é que existiam na Av. Fontes Pereira de Melo antes destas obras?! eram as passadeiras ou os passeios? - o video é do CDS Lisboa)

Sim... fechar as ruas a carros muitas vezes pode ser mesmo a melhor opção! Era bom é que fosse sempre e não apenas ao domingo! Haja esperança...

E não esquecer que este CDS parece apenas e só querer capitalizar votos... pois!

"CDS apoia buzinão contra obras em Lisboa"
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-05-10-CDS-apoia-buzinao-contra-obras-em-Lisboa

Esta foto foi tirada a 18 de janeiro de 2016... faz agora um ano!
Um novo túnel rodoviário por baixo do Saldanha??


Eu não sou político, mas não sou apolítico...
Percebo bem quais são as pessoas e os partidos que defendem as políticas que eu acredito.
E quais são as que estão contra e defendem filosofias obsoletas de cidades.

Mobilidade em Oeiras - a tal mentalidade...

Sunday, January 15, 2017

Há algum tempo pedi via o portal "O meu bairro" da CM Oeiras, que é equivalente ao sistema "A minha Rua" de outras cidades, que colocassem uma série de passadeiras em cota alta de forma a melhorar a segurança na via pública quer pela redução da velocidade dos veículos motorizados quer pela capacidade de atravessamento para os utilizadores vulneráveis.

A resposta diz tudo sobre a mentalidade de quem desenha o espaço público...


"Não foi aceite a proposta de criar passadeira e/ou passagem p/ bicicletas (a via é basicamente distribuidora de tráfego Portela-Miraflores, s/ edifícios c/ acesso direto, exceto junto rotunda do fogo. A guarda metálica evita atravessamento pedonal."

É que depois há "acidentes de viação" e não se sabe bem como estas coisas poderiam ser evitadas... só por magia negra, quiça.



"Esta situação está referenciada, estando a aguardar que o prestador de serviços da EDP Distribuição efetue a retirada da coluna derrubada. (NA 103451424 Inc.6958829)."


Noutra zona ali perto após um atropelamento de um peão numa passadeira também fiz outro pedido... em 2015.

E também depois do relato de um meu vizinho que também usa a bicicleta como meio de transporte e que me disse que com o sol de final de tarde os automobilistas ficam "cegos" e não nos veem nas bicicletas e quase que ia levando com um carro por trás nesta ligeira subida onde nós vamos em esforço lento e eles (os carro) em aceleração. É que só pessoas que eu conheço que usam a bicicleta passam ali 5 pessoas, excluindo eu obviamente.


"Pedido: Dada a velocidade dos veículos nesta zona e a existência de paragens de autocarros e muitos peões, será possível criarem uma passadeira com cota alta para forçar a redução de velocidade dos carros/motas. Há dias uma senhora foi atropelada na passadeira.
(...)
Resposta: Informamos que não foi autorizada a colocação/instalação de lombas."

Reforcei em 2016... explicando que não pedi lombas mas passadeira em cota alta.


É que os técnicos inferiores da CMO nem sequer percebem o que é pedido, e não resolvem os problemas... se é assim tão difícil de mudar mentalidades se calhar o melhor seria mesmo mudar de técnicos e de executivo. É votar!

Mobilidade reduzida na Estrada da Outurela, Carnaxide

Tuesday, January 3, 2017

«Como é que um peão, um idoso, uma criança, um cego, uma pessoa de cadeira de rodas, alguém numa bicicleta podem circular em segurança se só se olha e investe na mobilidade automóvel?»

Não podem circular em segurança! Ponto.

E quiça segundo a ANSR só podem se usarem capacete na cabeça e assim fica tudo bem sem incomodar os fanáticos dos popós!

Hoje assisti no troço onde a CM Oeiras e o seu gabinete de mobilidade estão a fazer obras de alteração de perfil a esta vergonha que nos devia tocar a todos.


Sobre esta Estrada da Outurela já escrevi antes aqui:

Os que hoje nos tolham os futuros
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2016/12/os-que-hoje-nos-tolham-os-futuros.html

Estes ciclistas a embaraçar o trânsito!
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2016/11/estes-ciclistas-embaracar-o-transito.html

Legalizar o estacionamento ilegal e potenciar o aumento de perigo rodoviário descurando os transportes públicos, peões e utilizadores de bicicleta
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2016/11/legalizar-o-estacionamento-ilegal-e.html


Não sendo eu técnico, não tenho conhecimento ou formação para desenhar soluções, quer-me ainda assim parecer que a imbecilidade que estão a fazer nesta Estrada da Outurela é derivado do pensamento reinante de que o automóvel particular é que é o futuro da mobilidade quando em muitos outros países e cidades há muito que se mudou o paradigma...

Era assim tão difícil criar uma ciclovia unidirecional de cada lado da Estrada da Outurela de forma a segregar o uso de velocípedes, cadeiras de rodas, carrinhos de bebés, e libertar os passeios para os peões? É assim tão complicado?




Se não sabem fazer melhor contratem gabinetes especializados, em Portugal e no estrangeiro há muito conhecimento de saber feito que pode minorar estes erros crassos de desenho urbano.

As cidades devem ser desenhadas para as pessoas, não para os carros!
https://www.youtube.com/watch?v=1tvYlUH9YRo
https://www.youtube.com/watch?v=NAr5sB6aivk

É preciso mudar de paradigma, enquanto há tempo e não dar mais tiros nos pés!


Carta à ANSR sobre o PENSE

Monday, January 2, 2017

Carta aberta à ANSR sobre o PENSE.


Caros srs. responsáveis da ANSR pelo PENSE,

Foi com alguma desilusão que passei os olhos no vosso trabalho PENSE - PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA e constatei que novamente a ANSR está com o foco errado, no que concerne aos meios ativos de locomoção nomeadamente o uso da bicicleta.

Ora não é que continuam a querer induzir o ónus da responsabilidade aos ditos utilizadores vulneráveis, quer peões quer utilizadores de velocípedes, no tema da segurança rodoviária?

Querendo agora e contra todas as estudadas e provadas realidades obrigar o uso de um capacete ao invés de focarem-se no real problema que causa a dita insegurança na via pública, e que é não mais que o excesso de veículos automóveis e a sua escessiva velocidade dentro das localidades.

E criar campanhas direcionadas aos utilizadores vulneráveis para que estes estejam informados?

As vossas campanhas de informação são péssimas, por exemplo criando e fomentando o medo do uso da bicicleta como meio de transporte, fazendo com que as pessoas se afastem desta solução. Ao invés deveriam copiar as boas campanhas que se faz um pouco pelo mundo que mostram pela positiva e pelo humor o uso deste meio e não criarem campanhas pela negativa fazendo transparecer que o uso da bicicleta é perigoso e até mortal!

Más campanhas da ANSR, pela negativa:



Boas campanhas, pela positiva:

Não obstante o uso do capacete em alguns videos, quiça movidos pela mesma percepção errada que o mesmo protege em todos os casos e feitos de forma arteficial (são spots publicitários) e não pela realidade, o facto é que estas campanhas são muito mais positivas e apelam ao bom-senso e ao civismo de forma positiva.

Sobre o estudo da obrigatoriedade do capacete para uso de bicicleta, mais uma vez e não obstante o facto de quem faz BMX, BTT ou ciclismo de estrada dever, e na sua grande maioria, usar capacete pois podem ter quedas em que este dispositivo pode efetivamente salvaguardar a cabeça de lesões, está mais do que provado quem em países onde a bicicleta é um meio de deslocação o seu uso não é obrigatório. Inclusive nota-se que os países que tem obrigatoriedade do seu uso tem registado um decréscimo da adopção da bicicleta, numa clara demonstração de causa-efeito.

Não faz sentido quem anda a 10kms/h para ir comprar pão ter de andar de capacete, ou mesmo para a difusão de modelo de sistemas de bicicletas partilhadas, como se vê nas grandes cidades pelo mundo.


Ou qualquer dia também vão estudar o uso de capacete pelos peões na via pública?



Estes seguintes video refletem a realidade, da segurança na via pública de bicicleta, e em que quase ninguém usa o dito capacete:


Mas isso não significa que o uso de um dispositivo de proteção passiva não possa em casos excepcionais efetivamente ser útil e proteger a cabeça, mas se assim é então quiça devessem estudar a possibilidade de obrigatoriedade de uso de cabeça em veículos automóveis, pois os números demonstram que há muitas colisões que provocam traumatismo cranianos aos ocupantes destes veículos. Seria uma medida que salvaria muitas vidas e até complicações em lesões que poderiam ser evitadas. Não vi no PENSE essa intenção, mas quiça deveria estar a ser ponderada.



O tema da segurança rodoviária é efetivamente de todos e para todos, mas o vosso foco sobre a insegurança não está apontado para o lado correto.

É preciso reduzir a velocidade excessiva e há muitos exemplos pelo mundo de como se faz. Mais peões e mais bicicletas são uma forma de reduzir essa insegurança, as medidas que fizerem diminuir esses meios são contraproducentes! PENSEM!


Cmpts

 

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