Vendi a Felicidade

Wednesday, November 23, 2016

Apesar de não me andar a esforçar muito, por razões sentimentais, lá acabei por finalmente vender a Felicidade trocando-a pelo vil metal (dinheiro).


Vai fazer feliz um moço estudante das ilhas que a usará para fazer o seu percurso de poucos kms entre a casa que habita e a faculdade onde estuda. 

Espero vê-la a rolar um dia nessa nossa capital espalhando a felicidade inata a quem anda de bicicleta.

A todos vocês que tem bicicletas nas garagens e arrecadações a apanhar pó: ou as usam ou as vendem, elas são feitas para rolar no asfalto!

Legalizar o estacionamento ilegal e potenciar o aumento de perigo rodoviário descurando os transportes públicos, peões e utilizadores de bicicleta

Saturday, November 5, 2016

No seguimento deste tema satirizado em mais um "#Funcionários" aqui titulado de "Estacionamentos "em espinha" e os Funcionários #10"

Diz no OE 2017 o seguinte:

«
AMBIENTE:
1. Promover a mobilidade urbana assente na utilização dos transportes públicos, na mobilidade elétrica e na mobilidade suave, e promoção da sustentabilidade do serviço público, incluindo:
- Desenvolvimento e consolidação dos projetos de alargamento da rede dos metros de Lisboa e Porto
- Aquisição de viaturas elétricas para os serviços ambientais
- Transição da gestão da STCP para a responsabilidade de entidades públicas locais e municipalização da Carris
(https://www.oe2017.gov.pt/ambiente/)

PLANEAMENTO E INFRAESTRUTURAS:
3. Desenvolver o Plano Nacional de Mobilidade 2030, como novo instrumento estratégico de planeamento em matérias de mobilidade e de infraestruturas de transporte, que se adeque a um novo quadro de apoios europeus pós 2020
(https://www.oe2017.gov.pt/planeamento-e-infraestruturas/)

RELATÓRIO DO ORÇAMENTO DO ESTADO 2017:
VI.14. Planeamento e Infraestruturas (PO14):
"em 2017, o Governo pretende iniciar os estudos necessários à definição de um Plano Nacional de Mobilidade de longo prazo, com o horizonte temporal de 2030. Importa, assim, ter um novo instrumento estratégico de planeamento em matérias de mobilidade e de infraestruturas de transporte, que se adeque a um novo quadro de apoios europeus pós 2020, bem como às tendências tecnológicas, sociais e ambientais suscetíveis de afetar padrões de mobilidade e necessidades infraestruturais futuras.
Pretende-se ainda que este Plano reúna o consenso alargado dos partidos com assento parlamentar, dos diversos stakeholders e da sociedade em geral." (p. 195)

VI.16. Ambiente (PO16):
"Mediante a integração das políticas ambientais, executar-se-á um conjunto de medidas de mitigação às alterações climáticas e de melhoria da competitividade das cidades, através da reabilitação urbana, a eficiência energética e a mobilidade sustentável" (p. 206)

"Transportes e Mobilidade Urbana
Com vista à garantia da sustentabilidade do serviço público de transportes, à concretização da política de descentralização promovida pelo Governo, e à melhoria do serviço público de transportes prestado às populações, em 2017 será concretizada transição da gestão da empresa STCP para a responsabilidade de entidades públicas locais e a municipalização da Carris, prevendo-se, ainda, os instrumentos necessários ao reajuste da organização das empresas, com vista à adaptação à nova realidade operacional.
A política de descentralização será, ainda, concretizada na manutenção do esforço de capacitação das autoridades locais e regionais, com a criação do Fundo de Serviço Público de Transportes, previsto na Lei n.º 52/2015, de 9 de junho. Este fundo prevê os recursos adequados para apoiar o funcionamento das autoridades de transporte locais e regionais, permitindo aproximar a gestão das redes de transporte público do território que as serve.
Ao nível da política tarifária de transportes, será consolidada a extensão do apoio Social + a todo o território, e estendido o apoio a todos os estudantes de ensino superior com menos de 23 anos,
promovendo o acesso universal, sem condição de recurso, ao primeiro escalão do apoio tarifário Sub23.
Ao nível da mobilidade elétrica, será clarificado o tempo mínimo de duração dos incentivos fiscais para a aquisição e utilização do veículo elétrico (VE), dando maior estabilidade ao mercado no momento de decidir qual o tipo de veículo a adquirir. Considerando que o acesso ao veículo elétrico deve ser facilitado, inclusive desde a aquisição do primeiro veículo, será apoiada a aquisição de VE per si, sendo eliminada a obrigação que até agora se mantinha de abate de um veículo convencional.
Durante o ano de 2017 será dado um grande impulso à aquisição de autocarros elétricos e a gás no conjunto das empresas (incluindo operadores privados) e a novas formas de bilhética mais amigas dos utentes, criando uma conta de mobilidade com periodicidade mensal." (p. 209)

( https://www.oe2017.gov.pt/wp-content/uploads/2016/10/OE2017.pdf

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No entanto o que se vê no terreno por parte das Câmaras Municipais é um continuado reforço das infraestruturas que sustentam o uso do automóvel particular em detrimento dos meios ativos e transportes públicos.

Hoje de manhã ao deslocar-me de bicicleta para o meu local de trabalho vejo que a aposta do município de Oeiras continua a ser o favorecimento de infraestruturas ao automóvel ao invés de apostar em melhorias significativas para que todos pudessem adoptar meios que permitam poupar tempo, o ambiente, fazer menos ruído, menos poluição, mais saúde, etc e que seja socialmente equitativo.

Precisamos de mudar mentalidades, mas é nos gabinetes de mobilidade e de trânsito das Câmaras Municipais...

Em vez de se criarem infraestruturas e condições para peões, bicicletas e transportes públicos continuamos a gastar o erário público a satisfazer e elevar o uso do automóvel particular, até quando?

Enquanto não for uma aposta séria, os escritos nos orçamentos e nos discursos de ministros e secretários de estado não passam de palavras vãs!

1)
Sentido Outurela > Carnaxide
De manhã quando circulei na dita Estrada da Outurela a caminho do trabalho vi as marcações no chão, que ilustrei na foto anteriormente enviada, e que demostram que irão efetuar novas zonas de estacionamento "em espinha" (lamento, mas desconheço o termo técnico) no sentido Outurela-Carnaxide. Ora convenhamos que ao mudar o estacionamento existente de paralelo para "em espinha" irá aumentar o número de lugares disponíveis para estacionamento automóvel. Logo trará um incremento de veículos e menos espaço para circulação em modos ativos.



(marcações de estacionamento em "espinha")

(passeios em mau estado, diminutos e com obstáculos)

(espaço de circulação atual)

2)
Sentido Carnaxide > Outurela
Efetivamente à noite à volta não reparei que no sentido Carnaxide-Outurela as marcações também existem mas em formato de estacionamento paralelo, que representa a atual disposição dos veículos. Agora o que discordo é que como se pode validar nas fotos anexas o estacionamento existente no sentido Carnaxide-Outurela, que aparentemente irá ficar em paralelo, é hoje uma situação ilegal e cuja falta de fiscalização tem deixado ser esta uma pratica corrente e tolerável, quando não o deveria ser. Existe sinalização vertical que assim o prova. Aliás em tooooooooda a extensão da Estrada da Outurela há centenas de veículos estacionados ilegalmente em total desrespeito pela sinalização vertical existente o que provoca um exagerado número de veículos em circulação, pois quantos mais lugares houverem disponíveis e não fiscalizados mais pessoas optam pelo uso do veículo pessoal em detrimento do transporte público e ou modos ativos. Portanto legalizar o estacionamento ilegal também irá aumentar o número de lugares.

(sinal de proibido parar e estacionar)

(legalização do estacionamento que hoje é ilegal)


Portanto com base nestes factos a afirmação de:
"Neste arruamento especifico a CMO apenas irá marcar os estacionamentos que já eram existentes." é totalmente errada e está a potenciar exatamente o contrário do que deveria ser o objetivo das entidades locais e nacionais no sentido de promover uma via pública para todos e sobretudo melhores condições de segurança para os modos ativos, potenciando assim uma equidade social, um melhor ambiente, melhor saúde, menos ruído, etc.

Envio uns esboços toscamente feitos, pois não tenho competência e conhecimento na área, para demonstrar aquilo que deveria ser a aposta efetiva da edilidade no que respeita a alterações de configuração de trânsito nesta, e noutras, vias de grande fluxo automóvel.
Esta aposta passaria por criar simples ciclovias unidirecionais no espaço já existente balizando com lancis e com o dito estacionamento automóvel paralelo segregando assim de forma segura quem circula em modos ativo e melhorar os passeios que estão num estado deplorável e impedem uma simples circulação de um carrinho de bebés.

(situação atual com estacionamento paralelo mas espaço de meia via para circular)

(projeto em curso de estacionamento em "espinha")

(sugestão de aproveitamento para criação de ciclovia unidirecional)

Este simples video onde se explana a única forma de potenciar os modos ativos nas atuais urbes:
"Como fazer para ter mais bicicletas na cidade?"

Ficam aqui os contactos se acharem que devem fazer o vosso papel cívico de intervir nesta obra que mais uma vez coloca os mais vulneráveis no fim da cadeia de decisão e interesse das nossas "entidades" e dos seus "técnicos".

  • Departamento de Obras Municipais de Oeiras : DOM@cm-oeiras.pt
  • Presidente da Junta: presidente@uf-carnaxide-queijas.pt
  • Presidente da Câmara: presidente@cm-oeiras.pt
  • Vereador dos Transportes: Angelo.Pereira@cm-oeiras.pt

Pensamento asinino

Thursday, November 3, 2016

Ontem tive de ir a Lisboa, a capital do reino, e verifiquei com estes que a terra há de comer o caos instalado que qualquer obra acarreta...

Quer dizer, caos para as latinhas, pois o transtorno para peões e bicicletas existe mas não é assim tão mais incomodativo, ou pelo menos não mais que o normal numa cidade em que a via pública marginaliza quem não quer deslocar-se de popó.

Vi muitas bicicletas, a rolar, agarradas a postes, pela mão nas passadeiras... a coisa está a pegar!


A vinda à noite vi muitos bike ninjas, esta malta não percebe que mesmo com a luz pública é preciso por ser a lei e por segurança ter luzer atrás e à frente. Por falar em luzes, mas já é Natal? Chiça!


Mas ontem aconteceu um episódio engraçado, na Rua do Viriato, atrás do Hotel Sheraton, um dos locais que sempre tive dificuldades em rolar, estão também em obras e os carros amontoavam-se nervosos e impacientes... eu e outro cavaleiro do pedal simplesmente gincávamos por entre os carros parados.


No entanto o sinal ficou vermelho e o rapaz ainda passou e eu obviamente parei, eu sou desses. E o senhor agente olhou para mim, eu disse-lhe bom-dia, e ele mirou a bicicleta e diz-me:
"Olhe, você vá por aqui... " - apontado à passadeira e passeio - " e vá devagarinho, cuidado com o peão, e você assim desenrasca-se! Vá, mas devagar."
Lá fui, mas desmontei assim que me cheguei ao passeio, levei pela mão e mais à frente montei já na estrada mas fiquei a pensar naquilo. É o nosso mote nacional, o "desenrasca".

Ao final do dia ouvi, vi e li sobre a ação mediática que um partido político quer fazer para provar que Lisboa está o caos em termos de mobilidade fazendo uma "corrida" entre um Ferrari (a marca do cavalinho rampante) e um burro copiando uma ação feita há mais de 20 anos.

Ele há gente com incapacidade mental e com um pensamento asinino que não é capaz de se capacitar que para um percurso de até 5kms dentro de uma cidade como a nossa o melhor é mesmo os transportes públicos e/ou a bicicleta? E andamos neste ramram com esta gente que nos quer liderar.

Ver mais info aqui no A nossa Terrinha

Entretanto lembrei-me: Ferrari?! Eu já fiz essa corrida :) e ganhei!



La mia bici sorpasso di una Ferrari :)
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2014/12/la-mia-bici-sorpasso-di-una-ferrari.html

Estacionamentos "em espinha" e os Funcionários #10

Monday, October 31, 2016

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção... estas minhas estórias são mesmo ficção, qualquer semelhança com a realidade serão pura coincidência).


«
- Sr. Engenheiro, Sr. Engenheiro... - interpela o rapaz cheio de genica logo pela manhã de segunda...
- Bom-dia, calma rapaz, deixa-me lá primeiro acomodar, ainda agora cheguei.
O rapaz lá esperou e depois continuou:
- Tenho uma ideia para uma melhoria de mobilidade urbana seguindo as melhores práticas e as tendências atuais...
- Uiii, lá vens tu com essas modernices. Então conta lá - resmunga o engenheiro da velha guarda enquanto pega no seu jornal para ler as gordas.
- Ia no outro dia ali na Estrada da Outurela a subir em direção a Carnaxide e apercebi-me de uma outra pessoa a circular de bicicleta, mas ao passo de ir na estrada como deve ser ia no passeio, que já por si é diminuto, a incomodar os peões...
- Esses ciclistas incomodam toda a gente, se vão na estrada parecem umas tartarugas que não saem da frente, melhor irem no passeio, digo eu.
O rapaz não estava para discutir e lá deixou passar a provocação.
- Dizia eu... e ao interpelar a pessoa disse-me que tinha receio de andar na estrada pois os carros não respeitam o código e muitas vezes agem de forma agressiva.
- Agressiva? Apitar para sairem da frente não é ser agressivo, é até útil para o ciclista saber e sair da frente para não levar com um carro em cima. É um favor que lhes faço.
O rapaz lá deixou passar mais uma do engenheiro e continuou.
- Pronto, mas ali naquela estrada efetivamente com pouco custo poder-se-ia fazer uma melhoria significativa... a faixa de rodagem tem 4 vias de trânsito, duas em cada sentido, mas efetivamente tem apenas uma e meia pois a da direita está preenchida com veículos estacionados o que permitiria com pouco investimento alargar um pouco o passeio e ao lado desta fazer uma ciclovia unidirecional de cada lado, uma a subir e outra a descer, permitindo assim uma melhor segurança a quem não se aventura a ir para a estrada e anda pelo passeio.
- Hmmmm? Como assim?
- Veja aqui estes esboços e fotografias... - mostra o rapaz ao engenheiro.





- Bastaria criar uma zona à cota da estrada mas separada com um lancil para os veículos estacionarem paralelos como se fosse o passeio, mas com alguma distância de segurança para que as portas ao abrir não causassem perigo a quem está na ciclovia... parecida com aquela ciclovia ali em Tenheiras, quiça com um meio metro de "verde".

(ciclovia bi-direcional na Rua Fernando Namora em Tellheiras - Lisboa)

O engenheiro começou a mostrar genuíno interesse.
- Ó rapaz, isto é muito interessante, deixa cá ver bem isto.

(...)

Passado umas semanas o engenheiro veio dar a boa nova ao rapaz.
- Rapaz, aquela tua ideia deu frutos! Se não fosses tu e a tua visão enviesada da mobilidade urbana nunca teriamos chegado a esta solução.
- Então? - questionou o rapaz entusiasmado.
- Tenho a dizer-te que há estudos que garantem que as soluções de mobilidade nas urbes passam pelo incremento de infraestruturas e facilidades...
- Sim?? - continuava expectante o rapaz, incrédulo por finalmente fazer ver ao engenheiro que o futuro das grandes cidades passa por um conjunto de meios e não apenas os veículos de combustão particular.
- ... mas para comportar cada vez mais carros, que são sim o futuro!
- WTF?! Como assim? Mas afinal o que vamos fazer aqui para a Estrada da Outurela?
- Rapaz, como disseste e bem, havia ali meia via de trânsito que não servia de nada, pelo que fazendo as coisas bem feitas não é cá meter umas ciclovias unidirecionais ou melhorias dos passeios... o que vamos fazer é muito mas muito melhor... Vamos aproveitar o espaço e vamos fazer estacionamento "em espinha"!




- NÃÃÃOOOO!!!
- Sim, sim, já estamos a tratar de tudo... em menos de nada o estacionamento vai duplicar! É o futuro rapaz! Mas quais bicicletas...?! Ganha mas é juízo!»


Agora sem ser ficção, e a sério:
Os técnicos "inferiores" da CM Oeiras são mesmo limitados! E o executivo que lá está deixa muito a desejar! Quando todas as cidades europeias caminham para uma adequação aos meios ativos como andar a pé e de bicicleta com intermodalidade com transportes públicos estes técnicos continuam quarenta anos atrasados!!

Na capital de Espanha foi notícia isto, por cá continuamos com a cabeça na areia como as avestruzes!

"Hoy está prohibido aparcar en el centro de Madrid debido a la alta contaminación"
http://www.elmundo.es/madrid/2016/10/30/58164fda22601dce148b457e.html


POR CÁ HÁ GENTE QUE NÃO PERCEBE O MUNDO!

Qual o melhor trajeto... de bicicleta?

Thursday, October 6, 2016

Já todos tivémos de andar a descortinar na net em sites de mapas qual o melhor caminho de bicicleta do ponto A para o ponto B quando não conhecemos bem as zonas, e inclusive perguntamos a quem nos consegue ajudar se tem alguma ideia de qual o melhor trajeto.

Inclusive a MUBi tem os Bike Buddies que podem além de acompanhar as pessoas ajudar sugerindo rotas/trajetos pois pode dar jeito saber a opinião de outros utilizadores de bicicleta.

Mas uma forma que existe é usar os mapas como o Google Maps ou o Bing Maps e procurar através dos percursos por automóvel e pedestre quais as melhores opções.

Exemplo de um percurso:



Mas descobri recentemente outro sistema que tem a variante de percursos por bicicleta a funcionar :)
E das várias rotas que procurei fiquei muito satisfeito, inclusive no meu percurso diário para o trabalho indicou a única transgressão que faço na rota (wwwwoooww), que é passar um contínuo que existe numa estrada rural para evitar fazer cerca de 700mts (é verdade, passo um contínuo!).

É a plataforma da HERE, que é a antiga Nokia Maps (ex-Navteq).


Dá muita informação inclusive a altimetria e o trânsito (em tempo real?).


Ah, e obviamente tem uma app móvel para Android e iOS.
Achei piada a esta funcionalidade de ter os mapas das grandes superfícies comerciais...

Enjoy...!

Adenda:
Share is power e a "malta" mandou-me uma série de outras soluções que desconhecia, a saber:
https://en.komoot.de/
http://osmand.net/
https://www.viamichelin.pt/

Libertem a urbe das amarras da vaca sagrada!

Sunday, October 2, 2016

Ontem uma pessoa que prezo pelo nível inteletual veio descarregar a sua mais que legítima indignação, que também é a minha, sobre o corte absurdo das árvores no eixo central em Lisboa, nomeadamente na Praça de Saldanha.
"Ciclovias e praças? que é esta vergonha!? Estas árvores levam dezenas de anos a crescer."



Mas tal como no meu post anterior a percepção pública, mesmo em pessoas com dois dedos de testa, mantêm-se e propaga-se de que é para meia dúzia de eleitos e adeptos das bicicletas que se anda a gastar o erário público, se criou o caos na cidade e no trânsito e... mal maior se andam a cortar árvores sem necessidade!

http://destrezadasduvidas.blogspot.pt/2016/09/geometria-quanto-obrigas.html

http://ocorvo.pt/2016/06/14/activistas-contra-corte-de-arvores-por-causa-das-obras-de-requalificacao-do-eixo-central/

Mas como já disse a este meu amigo e a muitas outras pessoas:
NÃO É POR MIM QUE ANDAM A CORTAR ÁRVORES!
Nem por mim nem por centenas/milhares de pessoas que querem uma cidade melhor para todos!
Se acham que se devem queixar, e eu acho que devem e já me queixei, a entidade é CMLisboa e quem anda a fazer estes projetos.

jose.sa.fernandes@cm-lisboa.pt
gab.manuel.salgado@cm-lisboa.pt
gab.presidente@cm-lisboa.pt

E como disse ao meu amigo, a Fontes Pereira de Melo em Lisboa chega a ter DEZ vias dedicadas ao trânsito motorizado (incluíndo estacionamento) por isso bastaria ter removido UMA e já não seria preciso cortar árvores nesta avenida. Não acredita?
Clique lá aqui.

É que no boneco elas não eram cortadas, mas afinal...



Já hoje nos comentários de uma pessoa conhecida no facebook alguém, que me parece ser uma pessoa de bem e com dois dedos de testa, ironizou perante umas série de fotografias sobre a bonança que virá depois do caos das obras e que libertarão, um pouco, o espaço público aos utilizadores dos modos ativos em detrimento da ditadura automóvel e dizia:
"Quando os carros forem completamente impedidos de circular, quero ver em nome de quê nos vão exigir o pagamento do imposto de circulação... (...) Não me agradam inspirações totalitárias. Sou pela livre escolha democrática. Carro, a pé, metro, autocarro? Gosto de ser eu a escolher."

A questão é que eu também quero exatamente o mesmo, ser livre de escolher, mas não me deixam! Existe uma ditadura TOTALITÁRIA que obriga a sociedade a não ter escolha.

Este artigo do Blog A Nossa Terrinha esmiuça bem o absurdo destas mega-auto-estradas urbanas no seio da capital:
http://anossaterrinha.blogspot.pt/2014/07/vias-rapidas-urbanas.html

O problema é o mesmo de muitas outras grandes urbes e está perfeitamente identificado...
é a VACA SAGRADA!!!
(nada contra a religião, é uma analogia apenas) 

Cortam-se árvores porque há um medo enorme de mexer na vaca sagrada!!
Há preconceitos em tocar na vaca sagrada!
Não se pode mexer no raio do espaço da vaca sagrada... e a essa vaca é o carro!

E enquanto estivermos ao nível da Copenhada de há 40 anos  (quem diria que foi assim outrora)...


"Copenhaga em 1973: carros por todo o lado e em cima dos passeios. Lisboa leva 40 anos de atraso para recuperar. A evolução é lenta, mas inevitável. Adaptem-se ou fossilizem no passado das cidades desumanas. A mudança está em marcha e veio para tornar os centros urbanos mais amigos de todas as pessoas :)"
("roubado" do facebook do GP - uma pessoa que é uma inspiração para todos nós!)

...dizia, e enquanto estivermos ao nível da Copenhada de há 40 anos... nunca os vamos atingir no ranking da felicidade!
https://pt.wikipedia.org/wiki/Relat%C3%B3rio_Mundial_da_Felicidade

Não é preciso acabar com a vaca mas é preciso acabar com os previlégios vaca!!!
Equilibrar a balança para acabar com totalitarismos!

E o que raio tem isto a ver com bicicletas...?

Tem porque não é por mim que andam a fazer ciclovias e a gastar este dinheiro todo que é nosso, não é por mim que andam a cortar árvores para se fazerem novas ciclovias em cima do passeio, não é nem por mim nem por milhares de pessoas como eu... é por milhares de muitas mais que acham que o seu carro é que tem de ser subsidiado e sobre o qual são feitos estes absurdos!!

"É só obras por causa das ciclovias..."

Friday, September 30, 2016

Há dias estava em casa de uns amigos numa festa e numa conversa ouvi:
"Isto agora Lisboa está tudo de pantanas, tudo em obras... parece que andam a fazer ciclovias em todo lado..."

Pelos vistos a culpa do caos na cidade capital é desses insignificantes ciclistas que sugam o dinheiro público para seu usufruto, os egoístas!!


(foto retirada do Facebook)

Não! Não é dos egoístas do ciclistas que o caos está instalado em Lisboa e arredores... é deste mar de carros que todos os dias entra na cidade e em que os seus condutores acha que tem mais direitos e não tem deveres.



Relembrar que hoje é o aniversário da Massa Crítica de Lisboa...
https://www.facebook.com/events/291497891235578/

 

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