Abriu a caça ao voto para as propostas/projetos no Orçamento Participativo de Lisboa 2015.
Estes são os dois que eu recomendo:
"Mais Mobilidade na Rua Andrade Corvo"
http://www.lisboaparticipa.pt/projeto/op15/026
"Ligação ciclável entre o Parque de Campismo Municipal de Lisboa e a Rotunda de Pina Manique"
http://www.lisboaparticipa.pt/projeto/op15/089
É só enviar um simples SMS GRÁTIS para o n.º 4310 com o texto 26 e outro SMS com o texto 89.
Desperdício de suportes de bicicletas e Funcionários #9
Sunday, September 20, 2015
(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção... estas minhas estórias são mesmo ficção, qualquer semelhança com a realidade serão pura coincidência).
«
- Bom-dia! Olhe sr. Engenheiro... - diz o rapaz de um fôlego.
- Éeeelá, calma rapaz, o dia ainda agora começou, nem tomei o meu terceiro cafézinho... calma... volto já.
Uns 35 minutos depois...
- Sr. Engenheiro, este fim de semana fui ali fazer uma voltinha com a família a Monsanto, e encontrei um parque infantil ali nas imediações dos Pupilos do Exército, sabe onde é?
- Então não sei! Tivemos que mandar alcatroar uma estrada e um estacionamento até esse parque senão os carros não chegavam lá. Quem se lembra de fazer um parque infantil no meio da mata?! Aprende rapaz, nem todos tem a mesma visão, como eu...
- Pois, não sei bem o que lhe dizer sobre isso... mas o que queria referir-lhe é que o dito parque infantil está deplorável, os equipamentos todos partidos, enfim...
- São uns vândalos. E então?
- E então que é um equipamento que poderia ser útil à sociedade mas não.
- É o que é!
- E saiba que depois dei uma volta de bicicleta e descobri mais uns suportes de bicicleta que servem para nada! Para nada sr. Engeheiro.
- Ah, não digas isso rapaz. Já sei do que falas... são uns que ficam ali a uns 50 metros de um parque de merendas não é?
- Esses mesmos!
- Então? As pessoas que andarem a passear de bicicleta podem sempre prender as ditas a estes suportes e depois se quiserem podem ir para o parque de merendas ou para o parque infantil...
- Ó senhor engenheiro... mas isso faz algum sentido? Se alguém levar farnel para ir fazer um piquenique a Monsanto acha mesmo que vai deixar a bicicleta a 50 metros? Ao invês de as deixar ali à mão encostada? O parque infantil fica a uns 300 metros e sem visão dos suportes de bicicleta, ou seja estas ficam à mercê do alheio... já o tal estacionamento automóvel é mesmo ao lado do parque infantil. Acha bem?
- Acho muito bem!
- Olhe... eu acho dinheiro mal gasto. Quer o alcatroar pela mata a dentro para se fazer um estacionamento automóvel, quer colocar suportes de bicicleta em nenhures, quer o parque infantil que até podia ser usado e está num estado deplorável...
- Lá tás tu a preocupares-te com o dinheiro. O dinheiro é dos contribuintes... ele pinga sempre! Não te preocupes com isso...
- Pois - desistiu o rapaz com tanta imbecilidade.
»
O parque infantil existe e está num estado lastimável:
https://www.google.pt/maps/@38.7437775,-9.1869391,250m/data=!3m1!1e3
Os suportes para as bicicletas, ao abandono no meio de Monsanto também lá estão, firmes e hirtos!
Podiam estar numa escola, hospital, museu, mercado... mas estão abaaaaanddoooooonadoooos no meio do nada!
«
- Bom-dia! Olhe sr. Engenheiro... - diz o rapaz de um fôlego.
- Éeeelá, calma rapaz, o dia ainda agora começou, nem tomei o meu terceiro cafézinho... calma... volto já.
Uns 35 minutos depois...
- Sr. Engenheiro, este fim de semana fui ali fazer uma voltinha com a família a Monsanto, e encontrei um parque infantil ali nas imediações dos Pupilos do Exército, sabe onde é?
- Então não sei! Tivemos que mandar alcatroar uma estrada e um estacionamento até esse parque senão os carros não chegavam lá. Quem se lembra de fazer um parque infantil no meio da mata?! Aprende rapaz, nem todos tem a mesma visão, como eu...
- Pois, não sei bem o que lhe dizer sobre isso... mas o que queria referir-lhe é que o dito parque infantil está deplorável, os equipamentos todos partidos, enfim...
- São uns vândalos. E então?
- E então que é um equipamento que poderia ser útil à sociedade mas não.
- É o que é!
- E saiba que depois dei uma volta de bicicleta e descobri mais uns suportes de bicicleta que servem para nada! Para nada sr. Engeheiro.
- Ah, não digas isso rapaz. Já sei do que falas... são uns que ficam ali a uns 50 metros de um parque de merendas não é?
- Esses mesmos!
- Então? As pessoas que andarem a passear de bicicleta podem sempre prender as ditas a estes suportes e depois se quiserem podem ir para o parque de merendas ou para o parque infantil...
- Ó senhor engenheiro... mas isso faz algum sentido? Se alguém levar farnel para ir fazer um piquenique a Monsanto acha mesmo que vai deixar a bicicleta a 50 metros? Ao invês de as deixar ali à mão encostada? O parque infantil fica a uns 300 metros e sem visão dos suportes de bicicleta, ou seja estas ficam à mercê do alheio... já o tal estacionamento automóvel é mesmo ao lado do parque infantil. Acha bem?
- Acho muito bem!
- Olhe... eu acho dinheiro mal gasto. Quer o alcatroar pela mata a dentro para se fazer um estacionamento automóvel, quer colocar suportes de bicicleta em nenhures, quer o parque infantil que até podia ser usado e está num estado deplorável...
- Lá tás tu a preocupares-te com o dinheiro. O dinheiro é dos contribuintes... ele pinga sempre! Não te preocupes com isso...
- Pois - desistiu o rapaz com tanta imbecilidade.
»
O parque infantil existe e está num estado lastimável:
https://www.google.pt/maps/@38.7437775,-9.1869391,250m/data=!3m1!1e3
Os suportes para as bicicletas, ao abandono no meio de Monsanto também lá estão, firmes e hirtos!
Podiam estar numa escola, hospital, museu, mercado... mas estão abaaaaanddoooooonadoooos no meio do nada!
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Pista de BMX e Funcionários #8
Sunday, September 13, 2015
(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção...)
"
- Sr. Engenheiro, vamos ter a inauguração da pista de BMX. Já era sem tempo. Um excelente equipamento.
- Sem dúvida, mais uma obra aqui para o palmarés do menino! Lá está, eu percebo muito disto de mobilidades e bicicletas...
O rapaz ficou com um ar desconfiado com a soberba recorrente do engenheiro.
- Pena foi termos perdido a oportunidade de em redor da pista de BMX termos melhorado as condições para os peões e demais utilizadores de meios ativos como a deslocação em bicicleta.
- Qual quê? Aquilo está ali uma grande obra! Fizemos lá uns, uns remendinhos nos passeios... para os peões... e além disso fizémos um excelente parque de estacionamento automóvel. Com cobertura e tudo! Grande nível!
- Pois... mas uma ciclovia que ligasse a Ciclovia da Cidade de Lisboa ali até ao Estádio de Pina Manique e que continuasse até ao Parque de Campismo na conhecida antiga Estrada da Circunvalação de Lisboa se calhar fazia mais falta que esse estacionamento automóvel, com cobertura.
- Mau... lá tás tu! Mas não percebes que a malta para vir à pista de BMX tem de vir de carro? E onde estacionavam?
- Pois, sem uma ciclovia realmente a miudagem arriscaria muito naquela estrada que é um perigo e...
- Tás a ver? Tás a dar-me razão rapaz! Vá...
- Mas não acha que podiamos ter ido mais além?
- Como assim?
- Fazer uns passeios de jeito que aquilo está uma vergonha! Fazer uma ciclovia! Iluminação! Até uns suportes para bicicletas para quem vá assistir e não vá de carro...
- Já sabia que me ias dizer isso rapaz! Então não fizémos há uns tempos uns excelentes suportes para bicicleta lá no bairro? Um pouco mais acima?
- Aqueles que ficam quase a 500metros da pista? Ao passo que o estacionamento automóvel é mesmo ao lado? Acha que isso faz sentido sr. Engenheiro?
O engenheiro respirou fundo e rematou...
- Mas é claro que faz sentido. Quem anda de bicicleta não se importa de fazer exercício físico, se já veio de bicicleta o que são mais 500 metros? Já eu que vou de carro, que não quero fazer exercício, tenho de ter lugar mesmo "à porta". Percebes?
- Ah!! - rematou o rapaz que achou que já nem valia a pena continuar a conversa.
"
Agora sem ser ficção, os suportes existem há muitos anos e servem para... NADA!!
Dinheiro deitado à rua, literalmente.
Quando estava a tirar as fotos, daquelas aquelas senhoras que passam diz uma para a outra:
"
- Tá a tirar fotos aquilo porquê? O que é aquilo?
- Atão... acho que é para as bicicletes!
- Ai é? Olha que não sabia...
"
Já abriu a dita pista BMX e é um excelente equipamento!
Tiro o chapéu a quem lutou e conseguiu que esta obra se fizesse...
http://www.publico.pt/local/noticia/lisboa-ganha-primeira-pista-de-bmx-1707578
http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/nova-pista-bmx-no-bairro-da-boavista
http://ocorvo.pt/2015/09/11/primeira-pista-de-bmx-de-lisboa-abre-ao-publico-no-bairro-da-boavista-em-benfica/
...no entanto como reafirmei em outros fóruns, acho que se perdeu uma oportunidade de melhorar muito uma zona que carece que intervenção urgente no que concerne ao dia-a-dia e não apenas a equipamento de desporto.
É de terceiro mundo ver o Parque de Campismo da capital obrigar os turistas a andarem em carreiros no meio do mato ou na berma da estrada para se deslocarem!
Mas depois podem sempre ver e pensar "Wooow, what a nice BMX track!!"
"
- Sr. Engenheiro, vamos ter a inauguração da pista de BMX. Já era sem tempo. Um excelente equipamento.
- Sem dúvida, mais uma obra aqui para o palmarés do menino! Lá está, eu percebo muito disto de mobilidades e bicicletas...
O rapaz ficou com um ar desconfiado com a soberba recorrente do engenheiro.
- Pena foi termos perdido a oportunidade de em redor da pista de BMX termos melhorado as condições para os peões e demais utilizadores de meios ativos como a deslocação em bicicleta.
- Qual quê? Aquilo está ali uma grande obra! Fizemos lá uns, uns remendinhos nos passeios... para os peões... e além disso fizémos um excelente parque de estacionamento automóvel. Com cobertura e tudo! Grande nível!
- Pois... mas uma ciclovia que ligasse a Ciclovia da Cidade de Lisboa ali até ao Estádio de Pina Manique e que continuasse até ao Parque de Campismo na conhecida antiga Estrada da Circunvalação de Lisboa se calhar fazia mais falta que esse estacionamento automóvel, com cobertura.
- Mau... lá tás tu! Mas não percebes que a malta para vir à pista de BMX tem de vir de carro? E onde estacionavam?
- Pois, sem uma ciclovia realmente a miudagem arriscaria muito naquela estrada que é um perigo e...
- Tás a ver? Tás a dar-me razão rapaz! Vá...
- Mas não acha que podiamos ter ido mais além?
- Como assim?
- Fazer uns passeios de jeito que aquilo está uma vergonha! Fazer uma ciclovia! Iluminação! Até uns suportes para bicicletas para quem vá assistir e não vá de carro...
- Já sabia que me ias dizer isso rapaz! Então não fizémos há uns tempos uns excelentes suportes para bicicleta lá no bairro? Um pouco mais acima?
O engenheiro respirou fundo e rematou...
- Mas é claro que faz sentido. Quem anda de bicicleta não se importa de fazer exercício físico, se já veio de bicicleta o que são mais 500 metros? Já eu que vou de carro, que não quero fazer exercício, tenho de ter lugar mesmo "à porta". Percebes?
- Ah!! - rematou o rapaz que achou que já nem valia a pena continuar a conversa.
"
Agora sem ser ficção, os suportes existem há muitos anos e servem para... NADA!!
Dinheiro deitado à rua, literalmente.
Quando estava a tirar as fotos, daquelas aquelas senhoras que passam diz uma para a outra:
"
- Tá a tirar fotos aquilo porquê? O que é aquilo?
- Atão... acho que é para as bicicletes!
- Ai é? Olha que não sabia...
"
Já abriu a dita pista BMX e é um excelente equipamento!
Tiro o chapéu a quem lutou e conseguiu que esta obra se fizesse...
http://www.publico.pt/local/noticia/lisboa-ganha-primeira-pista-de-bmx-1707578
http://www.cm-lisboa.pt/noticias/detalhe/article/nova-pista-bmx-no-bairro-da-boavista
http://ocorvo.pt/2015/09/11/primeira-pista-de-bmx-de-lisboa-abre-ao-publico-no-bairro-da-boavista-em-benfica/
...no entanto como reafirmei em outros fóruns, acho que se perdeu uma oportunidade de melhorar muito uma zona que carece que intervenção urgente no que concerne ao dia-a-dia e não apenas a equipamento de desporto.
É de terceiro mundo ver o Parque de Campismo da capital obrigar os turistas a andarem em carreiros no meio do mato ou na berma da estrada para se deslocarem!
Mas depois podem sempre ver e pensar "Wooow, what a nice BMX track!!"
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Ilusão do conhecimento
Tuesday, August 18, 2015
Estava a fazer um zapping este domingo, dia 16 de agosto, e apanhei o programa "Quebra-cabeças" ("Brain games") na RTP2 que me captou o interesse.
O tema era "Ilusão do Conhecimento" e fez-me refletir e até rever no que aí estava a ser transmitido. Eu não sei tudo, mas às vezes até tenho a mania que sei... e como eu muita gente, né? :)
Mas mais do que a mim, fez-me rever os incompetentes que são responsáveis por fazer as borradas no que respeita a ciclovias e demais infraestruturas de mobilidade nalguns e determinados centros urbanos.
«
Deparamo-nos constantemente com problemas que não sabemos resolver, e se fossemos honestos connosco próprios, admitíamo-lo.
Os psicólogos têm um termo para isto: "Ilusão do conhecimento"
(...)
Embora o mais provável seja não saberem como funcionam a maioria das coisas, o vosso cérebro acha que sim. O vosso cérebro prefere fingir saber algo do que admitir que não sabe, por forma a manter a ilusão de que sabe tudo sobre o mundo.
(...)
Sob muitos aspectos a ilusão do conhecimento é necessária para vos impedir de terem de enfrentar a vossa própria INCOMPETÊNCIA.
»
Desde há meses que a Rua Marquês de Fronteira em Lisboa está em obras profundas (mais uma vez) e eu sempre esperei que dali surtissem melhorias para a mobilidade suave na cidade, mais a mais que já existem uns troços de ciclovia naquelas artérias circundantes.
Essas ciclovias já existentes tem falhas técnicas mas também temos de admitir que tiveram o condão de potenciar o uso de bicicletas na cidade, só que o facto de terem sido mal desenhadas/implementadas deveria ter servido de lição e fazer melhor de futuro.
Mas não!
Construiu-se novos trechos de ciclovia em cima de passeio, reduzindo o espaço dos peões quando deveria era ser reduzido o espaço do transito motorizado. É essa a tendência nas capitais do mundo civilizado e não a criação de "autoestradas" no meio das cidades.
Criam-se ciclovias à cota do passeio e intervalado com passadeiras e, pasma-se, paragens de autocarros, criando assim conflitos entre ciclistas e peões.
Novos sentidos de trânsito e traços contínuos o que impossibilitam o legal uso e cruzamento nas ruas, fazendo (como já acontece) que bicicletas, motas e carros façam infrações.
Enfim... um vasto número de aberrações!
A MUBi até fez uma carta ao xôr presidente da CML:
http://mubi.pt/2015/07/24/rua-marques-da-fronteira-assim-nao-camara-municipal-de-lisboa/
E não, não me perguntem como é que eu faria... é que eu não sou um "especialista" pago para trabalhar no assunto! Sou um mero utilizador que sabe pela experiência do dia-a-dia que aquilo que foi feito é uma borrada e é dinheiro mal gasto (o nosso dinheiro!).
Tal como o devaneio na Ribeira da Naus onde meteram uma ponte de madeira que agora ao fim de um ano e pouco vai ser substituída. Se está melhor agora do que estava há uns anos? Que sim! Está! Mas podia e devia estar beeeem melhor! É um martírio para toda a gente passar ali... mas está muito melhor! Mas loonge do que deveria estar.
http://www.publico.pt/local/noticia/passadico-de-madeira-da-ribeira-das-naus-em-lisboa-so-durou-um-ano-1704916
Mas é um sentimento muito nosso né? Ficarmos satisfeitos com pouco... sermos pouco exigentes... enfim...
E a Rua Marquês de Fronteira? Vai ficar melhor do que aquilo que foi? Talvez.
Mas podia estar bem melhor do que aquilo que vai ficar! Mais um tiro no pé! Mais uma incompetência!
Não seria bom esses responsáveis pelo menos questionarem os reais utentes destas artérias e depois agir em conformidade com as necessidades reais?
Mas há praí uns iluminados que tem a "ilusão do conhecimento".
A esses a resposta a seu tempo.
O tema era "Ilusão do Conhecimento" e fez-me refletir e até rever no que aí estava a ser transmitido. Eu não sei tudo, mas às vezes até tenho a mania que sei... e como eu muita gente, né? :)
Mas mais do que a mim, fez-me rever os incompetentes que são responsáveis por fazer as borradas no que respeita a ciclovias e demais infraestruturas de mobilidade nalguns e determinados centros urbanos.
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Deparamo-nos constantemente com problemas que não sabemos resolver, e se fossemos honestos connosco próprios, admitíamo-lo.
Os psicólogos têm um termo para isto: "Ilusão do conhecimento"
(...)
Embora o mais provável seja não saberem como funcionam a maioria das coisas, o vosso cérebro acha que sim. O vosso cérebro prefere fingir saber algo do que admitir que não sabe, por forma a manter a ilusão de que sabe tudo sobre o mundo.
(...)
Sob muitos aspectos a ilusão do conhecimento é necessária para vos impedir de terem de enfrentar a vossa própria INCOMPETÊNCIA.
»
VIDEO AQUI;
(video gravado com o telelé, peço desculpa à RTP2 e à National Geographic, o youtube cortou o acesso por copyrights)
Desde há meses que a Rua Marquês de Fronteira em Lisboa está em obras profundas (mais uma vez) e eu sempre esperei que dali surtissem melhorias para a mobilidade suave na cidade, mais a mais que já existem uns troços de ciclovia naquelas artérias circundantes.
Essas ciclovias já existentes tem falhas técnicas mas também temos de admitir que tiveram o condão de potenciar o uso de bicicletas na cidade, só que o facto de terem sido mal desenhadas/implementadas deveria ter servido de lição e fazer melhor de futuro.
Mas não!
Ciclovias em cima do passeio, algo a repetir de tão bom que é... NOT!
Construiu-se novos trechos de ciclovia em cima de passeio, reduzindo o espaço dos peões quando deveria era ser reduzido o espaço do transito motorizado. É essa a tendência nas capitais do mundo civilizado e não a criação de "autoestradas" no meio das cidades.
Criam-se ciclovias à cota do passeio e intervalado com passadeiras e, pasma-se, paragens de autocarros, criando assim conflitos entre ciclistas e peões.
Novos sentidos de trânsito e traços contínuos o que impossibilitam o legal uso e cruzamento nas ruas, fazendo (como já acontece) que bicicletas, motas e carros façam infrações.
Enfim... um vasto número de aberrações!
A obra ainda não está acabada, é verdade, mas já se vê as bicicletas a fazerem gincanas no meio dos peões. E os peões em cima da ciclovia, lisinha.
E nada melhor para a mobilidade urbana que reduzir possibilidades de fluxo de trânsito com montes de sentidos obrigatórios e traços contínuos.
A obra não está acabada, quiça ainda estão a meter mais pilaretes, mas entretanto é isto! (Foto: Luis Miguel)
A MUBi até fez uma carta ao xôr presidente da CML:
http://mubi.pt/2015/07/24/rua-marques-da-fronteira-assim-nao-camara-municipal-de-lisboa/
E não, não me perguntem como é que eu faria... é que eu não sou um "especialista" pago para trabalhar no assunto! Sou um mero utilizador que sabe pela experiência do dia-a-dia que aquilo que foi feito é uma borrada e é dinheiro mal gasto (o nosso dinheiro!).
Tal como o devaneio na Ribeira da Naus onde meteram uma ponte de madeira que agora ao fim de um ano e pouco vai ser substituída. Se está melhor agora do que estava há uns anos? Que sim! Está! Mas podia e devia estar beeeem melhor! É um martírio para toda a gente passar ali... mas está muito melhor! Mas loonge do que deveria estar.
http://www.publico.pt/local/noticia/passadico-de-madeira-da-ribeira-das-naus-em-lisboa-so-durou-um-ano-1704916
(foto jornal Público)
Mas é um sentimento muito nosso né? Ficarmos satisfeitos com pouco... sermos pouco exigentes... enfim...
E a Rua Marquês de Fronteira? Vai ficar melhor do que aquilo que foi? Talvez.
Mas podia estar bem melhor do que aquilo que vai ficar! Mais um tiro no pé! Mais uma incompetência!
Não seria bom esses responsáveis pelo menos questionarem os reais utentes destas artérias e depois agir em conformidade com as necessidades reais?
Mas há praí uns iluminados que tem a "ilusão do conhecimento".
A esses a resposta a seu tempo.
Bicicleta e a indumentária
Sunday, August 16, 2015
Há dias ia a rolar para o trabalho com um outro commuter e vinha-me a gabar imenso que tinha comprado a Felicidade por ela ser "fully equiped", daí o nome "Coluer SEVENTY 700C EQ".
Cubo com dínamo, luzes, paralamas, suporte bagagem traseiro e... proteção do eixo e corrente para não sujar a roupinha.
Não é que no próprio dia a proteção do eixo e corrente (aquilo é um simples plástico) partiu? Coincidências!
Ora nesse dia não me apercebi e eis que me sujei todo nas calças que ainda por cima eram clarinhas :( Duuuh!
Como remédio lá tive de fazer o truque mais simples...
Claro que nos dias seguintes já me lembrei de trazer este pequeno apetrecho que costumo usar no inverno à noite (é uma fita que se enrola no tornozelo, vende-se em vários sítios, e é refletor):
E assim já não fico com a roupa suja de óleo da corrente! Nice...
Mas este post para quê?
Apenas para reforçar que para andar de bicicleta, no dia a dia, não é preciso roupa especial "de corrida". Cada um terá as suas rotinas e os seus percursos... E deve adaptar-se em termos de roupa a essas rotinas.
Eu no meu commute casa-trabalho (11kms) no verão vou de calções e tshirt e depois tenho uma muda de roupa que troco no trabalho. Mas se depois à hora de almoço vou a algum lado (3 ou 4kms) levo a roupa do dia, não vou trocar de indumentária só porque vou de bicicleta almoçar a algum lado.
E mesmo com a roupa normal às vezes é preciso algum cuidado, como arregaçar a calça ou usar uma destas fitas, mas isso também não é obrigatório... é só para não ficar sujo.
Cubo com dínamo, luzes, paralamas, suporte bagagem traseiro e... proteção do eixo e corrente para não sujar a roupinha.
Não é que no próprio dia a proteção do eixo e corrente (aquilo é um simples plástico) partiu? Coincidências!
Ora nesse dia não me apercebi e eis que me sujei todo nas calças que ainda por cima eram clarinhas :( Duuuh!
Como remédio lá tive de fazer o truque mais simples...
Claro que nos dias seguintes já me lembrei de trazer este pequeno apetrecho que costumo usar no inverno à noite (é uma fita que se enrola no tornozelo, vende-se em vários sítios, e é refletor):
E assim já não fico com a roupa suja de óleo da corrente! Nice...
Mas este post para quê?
Apenas para reforçar que para andar de bicicleta, no dia a dia, não é preciso roupa especial "de corrida". Cada um terá as suas rotinas e os seus percursos... E deve adaptar-se em termos de roupa a essas rotinas.
Eu no meu commute casa-trabalho (11kms) no verão vou de calções e tshirt e depois tenho uma muda de roupa que troco no trabalho. Mas se depois à hora de almoço vou a algum lado (3 ou 4kms) levo a roupa do dia, não vou trocar de indumentária só porque vou de bicicleta almoçar a algum lado.
E mesmo com a roupa normal às vezes é preciso algum cuidado, como arregaçar a calça ou usar uma destas fitas, mas isso também não é obrigatório... é só para não ficar sujo.
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E já fez dois anos de Felicidade...
Saturday, August 8, 2015
... e está quase a fazer um de Prazeres (comigo, que a dita tem uns 20 anos)!
"Comprei a Felicidade!"
http://coluerseventy700ceq.blogspot.pt/2013/07/comprei-felicidade.html
"Apresento-vos a... Prazeres!"
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2014/08/apresento-vos-prazeres.html
Mas o que interessa realçar não é a idade das minhas meninas, mas sim a mudança do chip. Do meu chip.
Fez em julho dois anos que decidi que na medida do possível iria tentar ir mais vezes para o trabalho de bicicleta, em detrimento da scooter, pois os transportes públicos e o carro não são opção (demora-se muito tempo e gasta-se muito guito!).
Tem sido tal o sucesso desta mudança que este ano de 2015 já fui mais vezes de bicicleta para o trabalho que de outra forma. E sabe tão bem...
Infelizmente em setembro como a mini-me vai mudar de escola as coisas vão mudar um pouco, mas já estou a engendrar meios de me orientar, fazendo um commute repartido (depois explico).
O que me faz confusão é toda a gente que podendo continua a preferir gastar a vida numa bolha ambulante e gastar parte do seu soldo em manter essa bolha... Pensem!! É grátis.
A minha vida está mais rica! Mais cheia! Mais feliz... Conheci muita gente nos meus commutes, ajudei uns tantos, troquei impressões e palavras, tenho uma vida mais humanizada, não estou fechado numa bolha! Sinto a natureza, os elementos, a cidade...
Pensar é grátis! Pensem!
"Comprei a Felicidade!"
http://coluerseventy700ceq.blogspot.pt/2013/07/comprei-felicidade.html
"Apresento-vos a... Prazeres!"
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2014/08/apresento-vos-prazeres.html
Mas o que interessa realçar não é a idade das minhas meninas, mas sim a mudança do chip. Do meu chip.
Fez em julho dois anos que decidi que na medida do possível iria tentar ir mais vezes para o trabalho de bicicleta, em detrimento da scooter, pois os transportes públicos e o carro não são opção (demora-se muito tempo e gasta-se muito guito!).
Tem sido tal o sucesso desta mudança que este ano de 2015 já fui mais vezes de bicicleta para o trabalho que de outra forma. E sabe tão bem...
Infelizmente em setembro como a mini-me vai mudar de escola as coisas vão mudar um pouco, mas já estou a engendrar meios de me orientar, fazendo um commute repartido (depois explico).
O que me faz confusão é toda a gente que podendo continua a preferir gastar a vida numa bolha ambulante e gastar parte do seu soldo em manter essa bolha... Pensem!! É grátis.
A minha vida está mais rica! Mais cheia! Mais feliz... Conheci muita gente nos meus commutes, ajudei uns tantos, troquei impressões e palavras, tenho uma vida mais humanizada, não estou fechado numa bolha! Sinto a natureza, os elementos, a cidade...
Pensar é grátis! Pensem!
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Rescaldo da Mega Massa 2015 : Lisboa > Oeiras
Monday, August 3, 2015
Da rotunda do Marquês de Pombal em Lisboa até ao Largo do Marquês em Oeiras : um mega successo.
Foi efetivamente um evento ímpar!
"Once in a blue moon", embora a dita só surgisse em pequenos rasgos por entre o céu novelado que nos primou do sol à ida e da lua à vinda.
Um acontecimento inolvidável para todos os cerca de cem ciclistas que aceitaram o desafio de querer fazer parte da mudança e rolar numa percurso de grande beleza e enorme potencial para a nossa capital e o seu concelho vizinho de Oeiras.
Havia uma grande miríade de ciclistas, miúdos e graúdos (o mais velho tinha só 87 anos!), de robustos atletas aos mais anafadinhos, de belas e esbeltas damas aos mais rufias, da malta que não dispensa a licra aos mais casuals, de capacete ou com o cabelo ao vento, de amigos a casais de namorados, bicicletas de todos os feitios e para todos os gostos!
Há sempre muitas estórias para contar, mas deixem-me só referir esta.
Quando estávamos quase a abalar do sopé do Parque Eduardo VII uma senhora aí na casa dos seus 50 e muitos lá ganha coragem e questiona-me:
- O que é isto? É algum passeio organizado de bicicletas?
- Não! - disse-lhe sorrindo - É uma coincidência em que as pessoas se juntam aqui todas as últimas sextas de cada mês e depois vão dar uma volta pela cidade... não é organizado, acontece...
- Está a gozar comigo?
- Não, não... isto é algo, assim, tipo, espontâneo, mas que acontece todas as últimas sextas de cada mês, percebe? Sempre aqui neste sítio... mas não é nada organizado... não tem um percurso... acontece... a malta junta-se e vai andar por aí.
- A sério? Então para a próxima contem comigo! - despediu-se sorrindo.
Se isto não é um bom prenúncio nao sei o que seria.
Ouvi muitos e variados comentários positivos durante e depois da mega massa. Quero só deixar aqui dois de duas pessoas que tem muito mais calo que eu quer no uso da bicicleta como meio de transporte quer no número de Massas Críticas que já fizeram. São pessoas que eu sei de facto que estavam muito descontentes com o rumo que as MC's de Lisboa andavam a ter com muita agressividade e falta de respeito com o restante trânsito. As MC's devem fazer-se notar, mas não conflituar e criar animosidade.
"Foi muito fixe! Ambiente descontraído, sem conflitos com o restante trânsito, percurso lindíssimo, excelente convívio com os amigos, foi perfeito!"
"Também gostei muito. Fez-me recordar o que eram as MCs antigamente: rolar pacificamente sem conflitos entre automobilistas selvagens e ciclistas desordeiros. Grande iniciativa!"
Por todo o lado as pessoas acenavam ao nossos gritos de ordem "Mais bicicletas! Menos Carros!", sorriam aos timbres das campaínhas e ao som das cornetas! Havia contentamento estampado à passagem daquela massa!
"Não há como negar, as bicicletas são alegria!" - disse-me um companheiro de massa na zona da Ribeira das Naus enquanto atravessávamos aquele piso horrível.
A minha bicicleta chama-se "Felicidade" por um motivo.
Descrição na página do Facebook da MC Lisboa:
"Percurso: 3 voltas ao Marquês de Pombal, descemos a Avenida da Liberdade e seguimos em direcção ao Terreiro do Paço. Alegrámos a Ribeira das Naus com a nossa passagem, no Cais do Sodré encontrámos o eléctrico 18 e seguimos a pedalar pela Avenida 24 de Julho. Passámos por Alcântara, Belém, Algés e fizemos uma breve pausa para subir a colina junto ao Jamor. Percorrendo a Marginal, enfrentámos a tão temida curva do Mónaco, seguiu-se Caxias, Paço de Arcos, até Santo Amaro de Oeiras. Observámos o Jardim Almirante Gago Coutinho a caminho da estação de comboios de Oeiras, de onde após breve paragem, saímos para terminar esta Massa Crítica no edifício do Município de Oeiras em grande festa!"
Uma coisa que ajudou nesta massa foi o uso de uma aplicação para smartphone que permitiu a quem estava na massa transmitir o trajeto ao vivo, e assim muitos conseguiram ir juntando-se a meio pois conseguiam ver num mapa (via um simples browser) em tempo real onde a massa estava:
http://glympse.com/
Para mais tarde recordar:
Videos da Mega Massa 2015:
Álbum de fotografias #1 (António Maldonado Cruz e Ana Paula Cardoso):
https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.10153631227397044
Álbum de fotografias #2 (António Baganha):
https://www.facebook.com/antonio.baganha/media_set?set=a.10200840707417709.1073742087.1764714884
Notícia no Pedais.net:
http://pedais.pt/muitas-dezenas-de-ciclistas-pedalaram-na-marginal-por-uma-ciclovia-ate-oeiras/
"Tratando-se de uma iniciativa sem organizadores, como é caraterística das massas críticas, nem terem sido contabilizados os participantes, foram seguramente muitas dezenas os ciclistas que partiram do Marquês de Pombal, em Lisboa, até ao edifício histórico da Câmara de Oeiras."
Todos juntos por uma causa, de forma pacífica e positiva... pela mobilidade urbana!
Estou cá com um feeling que a MC de setembro, após a Semana Europeia da Mobilidade, também vai ser em grande!!
--------------
Não sei como foi o regresso do resto da malta para Lisboa, pois acabei por ficar em Oeiras a jantar e só voltámos lá pelas 23h30 de bicicleta num grupo de 5 pessoas pela Marginal... aí sim com a lua a iluminar as águas espelhadas do Tejo que beijava o mar... que desperdício que é esta costa para ser usada apenas como via-rápida para carros em constante excesso de velocidade :(
...e para acabar relembrar a Proposta de Ciclovia na Marginal:
https://cicloviamarginal.wordpress.com
(foto António Maldonado Cruz)
Foi efetivamente um evento ímpar!
"Once in a blue moon", embora a dita só surgisse em pequenos rasgos por entre o céu novelado que nos primou do sol à ida e da lua à vinda.
Um acontecimento inolvidável para todos os cerca de cem ciclistas que aceitaram o desafio de querer fazer parte da mudança e rolar numa percurso de grande beleza e enorme potencial para a nossa capital e o seu concelho vizinho de Oeiras.
Havia uma grande miríade de ciclistas, miúdos e graúdos (o mais velho tinha só 87 anos!), de robustos atletas aos mais anafadinhos, de belas e esbeltas damas aos mais rufias, da malta que não dispensa a licra aos mais casuals, de capacete ou com o cabelo ao vento, de amigos a casais de namorados, bicicletas de todos os feitios e para todos os gostos!
Há sempre muitas estórias para contar, mas deixem-me só referir esta.
Quando estávamos quase a abalar do sopé do Parque Eduardo VII uma senhora aí na casa dos seus 50 e muitos lá ganha coragem e questiona-me:
- O que é isto? É algum passeio organizado de bicicletas?
- Não! - disse-lhe sorrindo - É uma coincidência em que as pessoas se juntam aqui todas as últimas sextas de cada mês e depois vão dar uma volta pela cidade... não é organizado, acontece...
- Está a gozar comigo?
- Não, não... isto é algo, assim, tipo, espontâneo, mas que acontece todas as últimas sextas de cada mês, percebe? Sempre aqui neste sítio... mas não é nada organizado... não tem um percurso... acontece... a malta junta-se e vai andar por aí.
- A sério? Então para a próxima contem comigo! - despediu-se sorrindo.
Se isto não é um bom prenúncio nao sei o que seria.
Ouvi muitos e variados comentários positivos durante e depois da mega massa. Quero só deixar aqui dois de duas pessoas que tem muito mais calo que eu quer no uso da bicicleta como meio de transporte quer no número de Massas Críticas que já fizeram. São pessoas que eu sei de facto que estavam muito descontentes com o rumo que as MC's de Lisboa andavam a ter com muita agressividade e falta de respeito com o restante trânsito. As MC's devem fazer-se notar, mas não conflituar e criar animosidade.
"Foi muito fixe! Ambiente descontraído, sem conflitos com o restante trânsito, percurso lindíssimo, excelente convívio com os amigos, foi perfeito!"
"Também gostei muito. Fez-me recordar o que eram as MCs antigamente: rolar pacificamente sem conflitos entre automobilistas selvagens e ciclistas desordeiros. Grande iniciativa!"
Por todo o lado as pessoas acenavam ao nossos gritos de ordem "Mais bicicletas! Menos Carros!", sorriam aos timbres das campaínhas e ao som das cornetas! Havia contentamento estampado à passagem daquela massa!
"Não há como negar, as bicicletas são alegria!" - disse-me um companheiro de massa na zona da Ribeira das Naus enquanto atravessávamos aquele piso horrível.
A minha bicicleta chama-se "Felicidade" por um motivo.
Descrição na página do Facebook da MC Lisboa:
"Percurso: 3 voltas ao Marquês de Pombal, descemos a Avenida da Liberdade e seguimos em direcção ao Terreiro do Paço. Alegrámos a Ribeira das Naus com a nossa passagem, no Cais do Sodré encontrámos o eléctrico 18 e seguimos a pedalar pela Avenida 24 de Julho. Passámos por Alcântara, Belém, Algés e fizemos uma breve pausa para subir a colina junto ao Jamor. Percorrendo a Marginal, enfrentámos a tão temida curva do Mónaco, seguiu-se Caxias, Paço de Arcos, até Santo Amaro de Oeiras. Observámos o Jardim Almirante Gago Coutinho a caminho da estação de comboios de Oeiras, de onde após breve paragem, saímos para terminar esta Massa Crítica no edifício do Município de Oeiras em grande festa!"
Uma coisa que ajudou nesta massa foi o uso de uma aplicação para smartphone que permitiu a quem estava na massa transmitir o trajeto ao vivo, e assim muitos conseguiram ir juntando-se a meio pois conseguiam ver num mapa (via um simples browser) em tempo real onde a massa estava:
http://glympse.com/
Para mais tarde recordar:
Videos da Mega Massa 2015:
Álbum de fotografias #1 (António Maldonado Cruz e Ana Paula Cardoso):
https://www.facebook.com/media/set/?set=oa.10153631227397044
Álbum de fotografias #2 (António Baganha):
https://www.facebook.com/antonio.baganha/media_set?set=a.10200840707417709.1073742087.1764714884
Notícia no Pedais.net:
http://pedais.pt/muitas-dezenas-de-ciclistas-pedalaram-na-marginal-por-uma-ciclovia-ate-oeiras/
"Tratando-se de uma iniciativa sem organizadores, como é caraterística das massas críticas, nem terem sido contabilizados os participantes, foram seguramente muitas dezenas os ciclistas que partiram do Marquês de Pombal, em Lisboa, até ao edifício histórico da Câmara de Oeiras."
Todos juntos por uma causa, de forma pacífica e positiva... pela mobilidade urbana!
Estou cá com um feeling que a MC de setembro, após a Semana Europeia da Mobilidade, também vai ser em grande!!
--------------
Não sei como foi o regresso do resto da malta para Lisboa, pois acabei por ficar em Oeiras a jantar e só voltámos lá pelas 23h30 de bicicleta num grupo de 5 pessoas pela Marginal... aí sim com a lua a iluminar as águas espelhadas do Tejo que beijava o mar... que desperdício que é esta costa para ser usada apenas como via-rápida para carros em constante excesso de velocidade :(
...e para acabar relembrar a Proposta de Ciclovia na Marginal:
https://cicloviamarginal.wordpress.com
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