O Polvo e os Funcionários #4

Sunday, April 12, 2015

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção... estas minhas estórias são mesmo ficção, qualquer semelhança com a realidade serão pura coincidência).

«
- Ora bons dias!
- Bom-dia senhor engenheiro, estás bem-disposto, correu bem o fim de semana?
- Correu pois rapaz, fui ontem ao cinema e tenho a dizer-te que mais uma vez a indústria do cinema de Hollywood me veio dar razão...
- Ai sim? Então conte lá.
- Fui com a minha sobrinha ver aquele filmezeco de animação onde há uns extra-terrestes tipo polvos que vêm para cá ocupar o planeta, sabes qual é?
- O "Almost Home"?
- Quê? Não, nada disso, chama-se "A minha casa".
- Ahhh, tá certo - o rapaz pensou que não valia a pena explicar - curiosamente também vi esse filme este fim de semana...
- Bom, então lembras-te que logo no início do filme, quando os ditos polvinhos ocupam a terra começam a fazer uma limpeza dos objetos inúteis e sabes qual é o primeiro que eles ilustram como inútil? Sabes, sabes?
- Errr, sim, eu sei, tb vi o filme...
- Mas eu quero ouvir-te dizer... vá lá...
- Na parte em que ocupam a Terra e para ilustrar que haviam objetos que para eles não eram úteis mostraram que para a civilização e estágio em que se encontraram as bicicletas eram inúteis!
- AHA! Nem mais! Ora lá está... se até seres inteligentes definem a bicicleta como objeto inútil quem somos nós para contrariar?! Hã?
- Sr. Engenheiro, aquilo era uma alusão às distinções entre as espécies, a deles e a nossa. Eles também consideraram os chapeús-de-chuva, caixotes do lixo e as sanitas objetos inúteis, mas para eles. O facto de terem ilustrado a ideia com a bicicleta foi para demonstrar o absurdo. Um objeto que para nós é muito útil e para eles seres distintos seria inútil. Ou o senhor engenheiro dispensava os chapéus-de-chuva ou mesmo as sanitas? Hmm?
- Balelas! - disse o engenheiro sem argumentos.
O rapaz não queria perder mais tempo a explicar, por isso nem se alongou.
- Ah, e digo-te mais... andam praí uns maluquinhos das bicicletas a definir como deveriam ser os parqueamentos de bicicletas e tal, pois tenho a dizer-te que foi com agrado que vi no filme um parqueamento igual àqueles que andamos a espalhar pela cidade.
- Sim, também reparei. Não sendo das piores estruturas, ainda podiamos fazer melhor. E podíamos também arranjar melhor localização para os colocar onde realmente fazem falta.
- Mau, rapaz, mas começas a semana já a levantar lebres? De que localizações falas?
- Então, ali frente ao Mercado 31 de Janeiro ou nas proximidades da Gulbenkian onde temos dois desses parqueamentos... o da Gulbenkian então está tão encostado ao muro que fica 50% inutilizado.
- Olha, se quiseres considera isso como monumentália, arte urbana! Hihihihih - acaba o engenheiro dirigindo-se para o ir tomar o seu cafézinho.
» 



«Factual errors 
As the Boov used anti-gravity magnetic balls that gathered in clusters things they didn't need (such as bicycles), a group of toilets in the air make a flushing sound but that's impossible because a toilet cannot flush without water.»

Obviamente que não vale a pena ir ao ridículo como aquele telespetador nórdico que que queixou de um anúncio automóvel televisivo onde alguém mandava uma esferográfica pela janela do carro e a empresa teve de fazer um pedido de desculpa e esclarecimento sobre que mandar "lixo" pela janela não é correto - isto já foi há muitos anos mas lembro-me pelo ridículo das duas coisas - mas acho que passar a mensagem num filme de crianças para crianças de que a bicicleta é um objeto inútil e depois ainda por cima ao longo do filme o carro acaba por ser quitado e é o transporte de eleição pode não ter um efeito pedagógico. Enfim... esse Polvo da indústria automóvel está em todo lado! 

Já tinha falado deste equipamento aqui:


 E este é igual na Gulbenkian e serve para... para... nada!!!




Os paqueamentos de bicicletas devem ser tipo isto:
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2014/12/suportes-para-parqueamento-de.html

Funcionários - ou como tomar decisões estranhas #3

Thursday, April 2, 2015

(Na onda da sátira "Funcionários" do livro "Quotidiano Delirante" do artista Miguelanxo Prado seguem mais umas estórias de pura ficção... estas minhas estórias são mesmo ficção, qualquer semelhança com a realidade serão pura coincidência).

«
- Bom-dia! - diz o engenheiro de forma efusiva!

- Ora bons-dias - replicam os restantes lá no escritório do município.

- Olha rapaz - diz virando-se para o seu aprendiz - tenho a dizer-te que fizémos mais uma obra de valor! Anda aí um maluquinho a pedir para se fazerem troços de ciclovia, passeios e passadeiras ali na Estrada da Circunvalação, tás a ver onde é?

O rapaz conhecia o dossier e acenou que sim.

- Pois, passei lá há uns tempos, e aquilo realmente é uma vergonha... é um perigo para todos, principalmente para as pessoas que usam a estrada como alternativa para se dirigirem de carro para o trabalho.

O rapaz franziu o sobrolho.

- Então não é que quando lá passei de manhã no meu carro, até ia devagar, não ia a mais de 70kms/h...

- Mas ali não é uma zona de 50 kms/h senhor engenheiro?

- Tu por acaso andas de carro? É impossível cumprir esses limites ridículos... a estrada está boa para os carros, e aquilo é sempre a abrir! Bom... ia eu e não é que se me atravessam uns peões, assim no meio do nada... na estrada?

- Do nada?

- Sim, sim. Ali mais para o lado do Parque de Campismo de Lisboa, a uns sei lá, uns 500mts existem umas paragens de autocarro, no nada, é que é mesmo no meio do nada... e os turistas e empregados do hotel atravessam a estrada para irem para a paragem...

- Ah, já sei... é um local onde os peões tem de andar mais um bocado para irem à passadeira e depois voltar para trás... sim essa parte está muito mal feita. E então, mandou meter um passadeira mais perto para os peões atravessarem em segurança?

- Hã? Não! Nada disso! A passadeira estar longe é bom, assim os turistas andam mais um bocadinho, só lhes faz bem andar. Hehe. Além de que se já andam 500mts para irem apanhar o autocarro o que é mais uns 100mts? Se não quisessem andar alugassem um carro! 

- Então mas qual foi a obra?

- Como os sacanas dos estrangeiros turistas e até a malta que trabalha por ali se mandava para a estrada para atravessar lembrei-me de que podíamos era forçar os peões a ficar onde devem...

- Fazendo bons passeios?

- Mau, tu não aprendes rapaz? Chiça... não, metendo uma cerca para não os deixar passar para a estrada! Pumba! Assim como se faz ao gado! Heheheh! E nem metemos pavimento no passeio, é mesmo em terra batida!

O rapaz nem estava a acreditar...

- Senhor engenheiro, meter uma cerca? Eu acho que meter pilaretes pode fazer sentido para que os veículos motorizados não estacionem nos passeios, mas essa de meter uma cerca para os peões não sairem do passeio nunca tinha ouvido...

- Sempre a inovar! Tás a ver? Quem disse que os mais velhos não tem ideias disruptivas? Bem pensado não é?

- Eu acho que não!

- Olha que sim... e agora que falas nisso, acho que há ali uma zona onde algum nosso colaborador iluminado mandou meter uma cerca para os carros não terem onde estacionar que isso sim é parvo. Deviamos começar a tirar essa cerca que isso sim é uma vergonha. Com tanto e bom passeio para estacionar carros e está ali um espaço que quase nem tem uso...

- Está a gozar? - pergunta o rapaz incrêdulo.

- Não, claro que não... e sabes outra que fizémos... ali no Bairro da Boavista? Além de criarmos mais espaço para estacionamento automóvel ainda arranjamos umas coberturas para proteger os carros do sol! Dinheiro bem investido! Aprende rapaz! 
»


As cercas são novas e existem mesmo, devem ser para orientar os peões e os obrigar a irem a uma passadeira que em vez de estar entre as paragens está lá loooonge ao fundo...



As outras cercas que existem para proteger o passeio de abusos de estacionamento estão lentamente a desaparecer... alguém anda a levar a madeira e a arrancar os suportes na Avenida General Correia Barreto.



Não há dinheiro para se fazerem pequenos troços de ciclovia, ou colocar sinalização, pintar passadeiras, colocar postes de iluminação, mas depois há verbas para coberturas de estacionamento automóvel no Bairro da Boavista:


Mas será que é assim tão difícil tomar boas decisões?
Será que as pessoas que decidem estas coisas tem dois dedos de testa?

Em vez de investirem em ciclovias, ou melhorias em vias cicláveis, em fazer passeios e melhorar as condições paupérimas de quem quer dispensar o carro e optar por transportes públicos parece que fazem tudo para dificultar! F0SG@-SE!


Outras estórias de ficção aqui:

http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2014/12/funcionarios-ou-como-gastar-dinheiro.html
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2014/12/funcionarios-2-e-3.html

Mais calhas...

Wednesday, April 1, 2015

Continuo a achar que deveria haver uma melhor solução para unir os dois patamares desta "colina", quer de um lado quer do outro,  mas ao menos já lá meteram umas calhas para ajudar a subir/descer com as binas.

Quando comecei a commutar não me lembro destas calhas aqui por isso estou a informar para quem interesse saber.

Eu acho que vou continuar a arriscar ir pela Rua de Campolide (que é uma bosta de rua, cheia de buracos e com um trânsito caótico e perigoso) que me permite uma deslocação mais célere, mas para os menos afoitos fica aqui esta possibilidade que tem depois seguimento no Jardim de Campolide e sem tantos perigos.

http://binged.it/19EmqzM




Assim pelo menos não é preciso carregar com as ditas às costas ou fazer BTT pelo carreiro do lado.


Sinalização horizontal

Tuesday, March 31, 2015

Para além da iluminação pública que está já quase toda ela ligada (ver aqui) - agora com a mudança da hora vai ser menos necessária (ainda faltam alguns postes de iluminação, espero que não se esqueçam deles) estão a fazer mais melhoramentos na Estrada da Circunvalação em Lisboa...

Parece que as preces (as queixas e exigências) surtiram efeito e andam a pintar passadeiras e demais sinalização horizontal no percurso de Alfragide para Lisboa via a Estrada da Circunvalação. Iuupíii!

Hoje de manhã reparei que repintaram algumas passadeiras e ao chegar ao viaduto que passa do lado da Decatlhon para a Estrada da Circunvalação estavam os ciosos trabalhadores a pintar um frondoso STOP.


Espero hoje quando voltar para casa ao final do dia ver mais intervenções destas que melhoram muito o trânsito que ali fluí. Depois reporto.

Agora bom bom bom era fechar uma das faixas ao transito motorizado e pintar o símbolo de bicicletas no chão. Isso é que era! :)


As coisas estão a mudar, devagar devagarinho mas a mudar... e cada vez há mais gente a commutar ali naquele percurso - infelizmente e dada a perigosidade da estrada são apenas só homens na faixa dos 25 aos 50. Ainda não é um troço para todas as idades e vontades. Talvez com uma ciclovia... quiça um dia...


Adenda:
Voltei acelerado à vinda para casa de bina, vá ia a 30kms/h com os carros a bufarem-me na nuca, e não fui muito atento mas pareceu-me que na Estrada da Circunvalação que pertence a Lisboa não pintaram nada, apenas pintaram nas partes que pertencem à C.M. Amadora.
Menos mal, mas a parte mais importante até era a que pertence a Lisboa. Oh! :(

Dias que vim de carro e os miseráveis passeios de Lisboa

Tuesday, March 24, 2015

Estamos quase a acabar o primeiro trimeste de 2015 e já perdi a conta aos dias que vim de bicicleta para o trabalho este ano.

Antes era fácil de contabilizar, era tipo uma vez por semana ou nem isso. Depois passou a uma a duas vezes por semana, e foi estabilizando gradualmente. Tem semanas que consigo vir os 5 dias! Não foram muitas, mas praí umas oito semanas (desde que iniciei isto de vir de bicla) já consegui fazer o pleno!

A verdade é que venho ainda a alternar muito entre bicicleta e scooter, não é metade/metade mas cada vez se balança mais entre as duas formas de deslocação.

Agora o que eu sei de cabeça é as vezes que vim de carro.
Este ano vim duas vezes a conduzir o meu carro, e hoje vim à pendura com a Babe no carro dela.

Portanto duas black marks e uma grey mark vá!


A Babe teve de me deixar ainda um pouco longe do meu local de trabalho pelo que tinha a possibilidade de ir apanhar o Metro e fazer duas estações ou ir a pé, já que tinha tempo.

Decidi caminhar.

É abominável ao que chegaram as condições para o trânsito pedonal na capital do reino.
Fiz cerca de 1,5 a 2 kms até ao meu local de trabalho e a desgraça com que os peões são presenteados parece de um país terceiro-mundista.

"Ah e tal estás a exagerar!"
Olhe que não, não não! É a verdade verdadeira.

Ele é carros em cima do passeio, é má calçada portuguesa com pedras soltas por todo o lado, e muitas das vezes não é por causa dos carros mal estacionados que as soltam é simplesmente por ser um pavimento arcaico e bacoco, passeios desnivelados, esburacados, escancarados, andaimes de obras que atravancam os passeios e obrigam a ir para a estrada, cercas de jardins (aquelas coisas metalicas dos canteiros) ferrugentas ao nível dos tornozelos, esplanadas que muitas devem ser ilegais, caixotes do lixo dos prédios que as pessoas ainda não recolheram, motas, sinais de trânsito no meio dos passeios diminutos, até bicicletas a rolar em conflito com os peões, enfim... uma aventura.
É mesmo muito mau!

No entanto li hoje no Jornal i esta pequena notícia:


Espero que se despachem com o raio do estudo e comecem a implementar isso depressa. Não é rocket-science!

Este teste que fizeram há tempos na Avenida 5 de Outubro a mim parece-me muito bem! Siga! Go! Go!




Ah, e o que é que este post tem a ver com bicicletas?
Tem que estou a ressacar vir de bicicleta para o trabalho!
Esta semana ainda não vim e a semana passada só vim um dia... tá mal!

E neste pequeno percurso que fiz a pé no centro de Lisboa (passei no Marquês e tudo) é só gente a rolar de bicicleta para o trabalho! As coisas estão a mudar. :)


Meus são os olhos de Deus!*

Saturday, March 21, 2015

"Mine are the eyes of God" - Corrosion of Conformity

Os olhos é algo que temos de ter algum cuidado quando andamos de bicicleta.

Nos idos tempos de BTT não dispensava um óculos de sol, pois no meio do mato há sempre uma silva ou um ramo que nos pode cegar para todo o sempre.

Mas mesmo nos estradões abertos eu sempre chorei abundantemente com o ar a bater nos olhos, pelo que era imprescindível levar sempre algo para os proteger dos elementos (vento, areias e poeiras, chuvas) e dos insectos/bicharocos.

[Faz-me muita confusão aquela malta que anda de moto/scooter com capacete aberto sem viseira a levar com o vento na cara, e às vezes até vai a fumar um cigarro.]

Agora nos meus commutes não é diferente, qualquer dia de vento me faz largar lágrimas, qualquer descida mais acentuada ou reta acelerada faz verter o sal dos olhos. Por isso não dispenso nunca uns óculos de sol.

Mas isto dos commutes trouxe um desafio acrescido, daquelas coisas em que normalmente não pensamos... é que à noite óculos de sol não dá jeitinho nenhum!

De noite e em dias de inverno uso estes:



Em dias claros uso estes:



O meu commute é de 11kms + 11kms pelo que eu uso alguns apetrejos específicos para a deslocação e isto dos óculos é algo que já não dispenso. Mas nos percursos dentro da cidade de 2kms a 3kms obviamente que não tenho essa parafernália toda, é agarrar na bina e siga.

Tenho reparado que cada vez mais commuters de longo curso usam este tipo de proteção de óculos simples e leves, nomeadamente os transparentes à noite.

Os olhos, cuidado com os olhos...

* Cada um acredita no que quer, eu sou ateu. Just saying.

Pensar fora da caixinha...

Monday, March 16, 2015

(Isto anda tudo ligado, por isso no fim tem tudo a ver com bicicletas...)


Auto Estrada 5 : Cascais > Lisboa com via reservada de BUS

E não, a minha ideia não é fazer uma ciclovia na A5, mas apesar de que a ideia de descer aquela grande inclinação no sentido de Lisboa até ao viaduto ser apelativa! :)

A minha ideia é muiiiito simples, custará "pouco" dinheiro em implementar, terá impactos brutais - em termos de ambiente, de cultura, uso dos transportes, económicos (mais para uns e menos para outros) e é isto:

Tornar a via de trânsito da esquerda da A5 nos kms de Linda-a-velha até à entrada em Lisboa numa via reservada a BUS+Motociclos.

Hoje tive de vir de scooter (125cc) e vim pela A5, e mais uma vez constatei kms de filas de veículos ligeiros (de uso particular) em que a grande maioria (>95% - contas de merceeiro) apenas tem o condutor. Esta entropia nas artérias impede a livre circulação dos autocarros, o que assim afasta a vontade de usar esse meio a não ser pelo menos abonados. Mas a verdade é que ir de carro ou de autocarro em termos de tempo de deslocação vai dar ao mesmo - não compensa. Ou até compensa mais ir de carro.

Alguém mais sabedor que eu nestes temas me dizia que:
«A tua observação empírica na A5 atesta apenas os estudos :) A taxa média de ocupação de automóveis na Europa é 1,2 pax por carro, valor que podia ir de 1 a 5. Se considerarmos apenas passageiros exceto condutor, temos uma taxa de ocupação de 0,2 num intervalo de 1 a 4, fazendo com que a taxa de ocupação seja em média de apenas 5%. A isto denomina-se ineficiência extrema

Acredito mesmo que uma via, e apenas uma, no sentido de Cascais>Lisboa dedicada a BUS+Motas poderá potenciar e muito o uso dos TP e diminuir drasticamente o número de veículos a entrar todos os dias na capital. Para a saída no sentido Lisboa>Cascais não é preciso intervenção pois com a diminuição do número total de veículos o trânsito será auto-regulado.

Em tempos falei disto a um amigo que esteve ligado a entidades em Portugal com responsabildiades nas estradas e obras públicas e afins e que me respondeu (mais ou menos isto):
"Ó amigo, há contratos assinados! Há muito dinheiro envolvido. Para veres, existe um valor máximo de veículos que a A5 comporta, quando atingido certos valores médios mensais/anuais terá de ser feita mais uma faixa para alargar este eixo. A ideia nunca será diminuir faixa, mas sim aumentar." - as palavras não foram estas, mas a ideia foi mais ou menos isto.

Ver estes dados fatuais das entidades competentes:

http://www.imtt.pt/sites/IMTT/Portugues/InfraestruturasRodoviarias/RedeRodoviaria/Relatrios/Relatorio_Monitorizacao_RRN_2012-2013.pdf

http://www.ansr.pt/Estatisticas/Documents/2013/Relat%C3%B3rio%20Nacional%20Anual%202013-%20V%C3%ADtimas%20a%2024%20horas.pdf

E isto seria uma medida socialmente aceite! :)

Outra ajuizada pessoa também me disse:
"Além disso existe um mega-grande-hiper parque de estacionamento denominado de Jamor (Estádio Nacional), onde os autocarros poderiam recolher os passageiros que de alguma forma poderiam ir ali estacionar."

Observar a quantidade de motas a rolar, que podiam mais rapidamente e em segurança ir na faixa do BUS, e reparar no n.º de autocarros a rolar nestas filas de trânsito...




Um pouco mais atrás na zona de Oeiras é assim que o trânsito não circula... e os autocarros tem de gramar esta lentidão.



E porque é que isto tem a ver com bicicletas?

Bom, porque menos trânsito motorizado a circular nas ruas da capital implica mais segurança para as bicicletas, claro está!

E materializar isto? Como é? Quem ajuda?

Assim tipo isto:


 

BiciCultura

Visite o Planeta BiciCultura

Visitas

Pesquisa

mais lidas

Tags