Os testemunhos : Alfragide-Lisboa

Sunday, February 1, 2015

Todos os testemunhos feitos até à data de 1 de fevereiro de 2015 sobre o percurso Alfragide-Lisboa via a Estrada da Circunvalação consolidados num PDF para simples divulgação e leitura.

Download do PDF com os testemunhos.



Depois de a dia 1 de janeiro de 2015 lançado a minha visão do problema, e algumas possíveis soluções, tive um mês de janeiro cheio de ações e atividades no sentido de levar a água ao moinho.

Estudo aqui:
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2015/01/estudo-ciclovia-alfragide-lisboa-v10.html

Logo no início do mês fui contatado pelo presidente da FPCUB com quem tive uma agradável conversa telefónica, que me explanou a visão deles e me deu o contato de uma pessoa da direção com quem dialogar em mais detalhe sobre este tema. Assim o fiz, trocamos algumas impressões e ideias, e sei que em reuniões presenciais na CML este tema foi abordado (mesmo que superficialmente).

Logo nesses primeiros dias de janeiro fui também desafiado a juntar-me à MUBi o que fiz de muito bom grado. Tenho aprendido muito com as pessoas que formam atualmente o núcleo duro (a MUBi Core) e temos debatido muito este percurso. Mas como as coisas tem de ser consensuais (e acho bem que assim seja, regras são regras e as da MUBi são essas) o tema ainda vai demorar até solidificar numa ideia a apresentar oficialmente pela MUBi - mas devagar havemos de chegar a bom porto.

Divulguei de forma recorrente e periódica nalguns grupos do Facebook e em listas de distribuição por mail, que tem milhares de pessoas, a quem pedi para verem o estudo e se possível deixarem o testemunho.

Imprimi 50 cartões de visita que andei distribuir aos commuters com quem me cruzava no percurso em causa.


Fiz um post numa página que administro do meu bairro e paguei 20€ para fazer um boost que chegou ao mural de mais de 20 mil pessoas das quais 260 clicaram para vir ao blog ver o estudo.


Enviei o meu "estudo" à Junta de Freguesia de Benfica e a múltiplos departamentos/direções da CML, tendo novamente apenas resposta da única pessoa que na CML tem dado alguma atenção às minhas missivas - que louvo e agradeço muito a paciência.

«Antes de mais, só lhe posso agradecer o seu empenho na concretização deste percurso. Ainda que, como refere, não possua conhecimentos técnicos, a sua experiência diária ser-nos-á, certamente, muito útil.
(..)
Iremos analisar o seu trabalho com a devida atenção e distinguir as melhorias de fácil implementação de outras, que possam vir a exigir mais meios.»

De 1 de janeiro até à hora que escrevo este post houve 459 visitas à página do estudo, sendo 371 visitas únicas - houve pessoas que vieram mais que uma vez.

O ficheiro de PDF teve 351 downloads da MEOCloud onde alojei e partilhei o ficheiro, mas sei que muita gente partilhou por email o dito ficheiro com outras pessoas.

Tinha dado a mim mesmo o prazo de 1 de fevereiro para recolher os testemunhos e consolidar num novo PDF e disseminar por quem tem responsabilidades no tema a fim de apressar pelo menos a resolução imediata dos problemas atuais. Além de que faço anos hoje! Yaaa, parabéns a mim! :)

Acredito que outros testemunhos venham a ser feitos no post e se se justificar um dia poderei fazer uma v2.0.

Esta fase não significa o final do projeto mas apenas uma pausa para deixar germinar e dar tempo ao tempo de as ideias assentarem, crescerem e decisões serem tomadas.

Et tu, Brute Gulbenkian?

Saturday, January 31, 2015

Fui com a família à Gulbenkian em Lisboa (mas fui de carro, à pendura) e constatei para deleite que os utilizadores de bicicletas tem um parque onde deixar as ditas, o que de si é de louvar.

Não sendo no entanto das melhores estruturas que devem ser disponibilizadas o facto de haver já não é nada mau!



(Agora liga ironia...)

Mas mais ainda de louvar quando o parque das bicicletas fica mesmo em frente à entrada do edifício principal, e de fácil localização para quem dele precisa.

(conseguem ver o "P" de bikes lá ao fundo ao lado direito?)

Mais a mais com o agente da autoridade e um elemento da segurança privada à porta (como se vê numa das fotos) o que permite deixar os donos mais sossegados contra eventuais amigos do alheio.

Já os veículos motorizados são relegados para um estacionamento mais afastado para darem espaço a quem circula a pé.

(conseguem ver o segurança ao fundo a guardar os carros?)

(Agora desliga ironia...)

A sério? Não podiam meter aquele espaço rídiculo para 4 bicicletas tipo à porta do edifício ao invês de um local mais recôndito?

Um ex-colega de trabalho, que entretanto abalou para fazer vida nos States, dizia-me aquando do tema da lei de proibição de fumar em espaços públicos que tanta celeuma deu em Portugal há uns anos, que lá no centros empresariais havia uns espaços próprios para os fumadores pois nem na rua podiam fumar. Dizia ele que eram umas casinhotas no meio dos estacionamentos - quem quisesse que fumasse lá.

Se calhar é isso que querem ao fazer espaços própios deste género para estacionar bicicletas... é incentivar a malta!

[Se calhar estou a ser picuínhas... don't care!]

Descobri "a" oficina!

Wednesday, January 28, 2015

Adenda: entretanto descobri este mecânico: VeloCorvo
http://asminhasbicicletas.blogspot.pt/2015/06/velocorvo-um-servico-parte.html


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Já tive de levar a Felicidade a várias oficinas para tratar de maleitas e melhorias.

Eu não percebo nada de mecânica pelo que gosto pouco de me aventurar a mexer nas minhas meninas... ainda estrago alguma coisa!

Começando pela loja onde a comprei, em Setúbal, que só lá fui para tratar de temas que estavam ao abrigo da garantia, e mesmo assim deixou muito a desejar no trato dos problemas, apesar de que em termos de revisão e afinação fiquei satisfeito qb com o mecânico.

O meu amigo mecânico tb já me deu uma ajudinha, e tirou-me uma folga que tinha no eixo pedaleiro mantendo a peça original e deu uma ajuda a afinar a bicicleta logo nos primeiros kms, mas não gosto de abusar do tempo dos amigos que já quase não tem disponibilidade.

Já a levei aqui a Lisboa a uma oficina da moda, onde o trato do mecânico foi algo "primadonna" pois ficou cheio de atrofios: "Pá, não consigo trabalhar contigo aqui em cima de mim, não dá..." - e eu estava apenas a explicar o que precisava de ser feito, era hora de almoço e só queria deixar a bina e saber se a podia ir buscar ao final do dia, enfim... Ficou de encomendar uma peça para a bicicleta que não tinha lá e depois ligava... passaram meses! Até hoje nada! Cruz na porta, no more!

Depois tive o azar de partir o dropout, telefonei e mandei mail a uma série de lojas e oficinas, era agosto e tudo fecha, pelo que ia ser complicado e o camandro e o caraças. Fui a uma oficina que me indicaram, em que os donos foram de um trato fenomenal, muito simpáticos e prestáveis. Mas a oficina é mais vocacionada para bicicletas de BTT e estradeiras de fim de semana. Não tem vocação para city bikes. Lá me resolveram o tema do dropout, mas até hoje não me mandaram a fatura e pedi um segundo dropout para ter de reserva, iam encomendar e depois telefonavam... até hoje nada! Deve ser defeito de profissão...
O mecânico conseguiu resolver o problema do dropout e ainda me arranjou o desviador senão tinha de levar um novo, mas as mudanças não ficaram lá grande coisa. Não levam com cruz na porta, mas não sei se voltarei lá.

O meu amigo e vizinho também já me deu uns jeitos na bicicleta, nomeadamente deu-me um avanço que montamos num instante o que me deu uma melhor posição de condução.

Nas últimas semanas tenho sentido o eixo pedaleiro a chiar e começou a ganhar uma folgazita, como previsível. Além disso o travão V-brake traseiro estava a reagir mal.

Um amigo já me tinha recomendado ir ali a Algés onde na mesma rua há uma série de oficinas à antiga e então decidi experimentar levar a uma "nova" oficina. Nova é como quem diz, pois deve ser uma loja bem velhinha, pelos vistos com mais de 30 anos, segundo este artigo:
http://www.dinheirovivo.pt/buzz/interior.aspx?content_id=3881380

Fui lá deixar a bicicleta no sábado ao final da manhã, já perto da hora de almoço, fui muito bem atendido pelo Sr. Nogueira (presumo, não lhe perguntei o nome) que me disse logo o que tinha e não tinha de material, deu logo um orçamento e uma data de entrega.
Deixei a bina entregue a quem percebe e fui lá buscar quando eu tive disponibilidade. Estava tudo como pedido, ainda afinou/apertou e limpou a bicicleta :)

Hoje a Felicidade parecia outra, o movimento não tem mais folgas e o travão traseiro parece que faz novamente a sua função com calços novos e bem afinados!

A lojinha/oficina é mesmo retro/vintage e é pena não estar mais bem situada, com uma limpeza e melhorias poderia ser mais apelativa, mas se calhar perdia o seu encanto... aqui não se arranjam bicicletas a granel, mas sim com devoção e perícia!

Acho que já encontrei "a minha oficina"!



Rua Dom Jerónimo Osório, em Algés
https://www.google.pt/maps/@38.700254,-9.22555,3a,75y,216.8h,64.01t/data=!3m4!1e1!3m2!1sqTtUZZMNQO0IwU0lTibdSA!2e0?hl=en

Inauguração de "Pedociclovia" de Algés

Saturday, January 24, 2015

O convite estava feito pelo presidente da CMO... e hoje foi então inaugurado o troço da "pedociclocoisa" em Algés. 



Os engravatados da CMO foram de carro obviamente.



Eu tinha acabado de deixar a bina na oficina para mudar o eixo pedaleiro e fui lá correr. 

Está muito melhor do que estava mas é mais um projecto sem cabeça, não tem iluminação o que à noite vai ser giro. Não serve como catalizador da bicicleta e vai ser um equipamento para fins lúdicos aos fins-de-semana apenas.





O presidente falou o politicamente correto mas as baboseiras de sempre. Alguém perguntou "Como vou de bicicleta para a praia?" e a resposta foi "Vai de barco." - enfim. 
Não fiquei mais do que o tempo do discurso e não ouvi a sessão de perguntas, espero que isso tenha sido captados por outros.



Fui entrevistado por duas estações de TV, lamento mas voltei a engasgar-me todo na defesa da causa, xorry lá mas não tenho à vontade com as câmaras. 

O que está feito é melhor do que o que lá estava, é verdade, mas na minha parca e humilde opinião não é solução para os meios de transportes suaves serem adoptados. 

Foi dito pelo presidente e já hoje tinha lido as palavras de uma vereadora que vai haver um concurso para outro troço de ciclovia com prazo de conclusão até 16 meses e a rondar os 4 milhões  de euros. Se não era mais simples usar uma faixa da marginal e potenciar seriamente o uso dos meios suaves de transporte.

(ver aqui essa notícia: http://pedais.pt/vereadora-de-oeiras-desconhece-projeto-de-ciclovia-na-marginal/)





Entrevista ao presidente da CMO sobre esta "ciclovia":
https://soundcloud.com/estradaviva/presidente-camara-de-oiras-pista-pedociclavel

A luta continua!

"Ai... o menino não tem gaita?"

Thursday, January 15, 2015

Há uns tempos levei um "raspanete" online de uma pessoa (a qual não conheço pessoalmente) que tem mais anos de experiência que eu nisto de circular de bicicleta em meios urbanos por eu ter mostrado em video e depois escrito que costumo apitar/buzinar/"campainhar" a alguns peões.

O facto é que já é o terceiro equipamento sonoro que tenho na minha bina Felicidade, a campaínha de origem não se ouvia. Comprei uma segunda que já tinha um bom timbre mas mesmo assim era demasiado soft.


E mais tarde comprei a buzina maravilha que é bastante audível... apesar da minha mais que tudo dizer "Pareces um palhaço!".

É tão fixe que ofereci uma igual ao meu vizinho e amigo commuter e ele tb já não vive sem ela :)


Mas ultimamente, pricipalmente à noite quando levo as luzes ligadas, às vezes em vez de buzinar (e eu faço-o a grande distância para não sobressaltar ninguém) tenho abrandado e faço-me sentir mais pelo rolar da bicicleta ou simplesmente digo "Com licença, obrigado!" ou "Se faz favor, posso passar? Obrigado" - que foi um bocado a orientação que a tal pessoa me fez passar num raspanete online em frente a demais comparsas da "bicicleta".

Sabem o que tem acontecido?
Dizem assim os peões:
"Ai... mas isso não tem gaita?"
"E a campaínha? Não toca?"
"Compra uma campaínha!"
"Toca a buzina!"

Basicamente sentem-se ofendidos por ser demasiado silencioso na aproximação, principalmente quando estão na ciclovia e abrando ao nível deles.

Já por mais que uma vez que apanho um bando de runners, já com alguma idade, que correm a ocupar toda a largura da ciclovia na Radial de Benfica, à noite. Por mais que uma vez que me aproximo, abrando, e como o foco de luz aponta para o chão e aquela zona é escura eles percebem a minha presença e desviam-se. Mas mandam sempre a boca: "Não tem campaínha?"

Desta última vez, assim que o foco de luz lhes atinge os pés em passada de corrida, buzinei...
"Andávamos a dizer mal do homem e afinal tem uma corneta! Assim sim!"

Preso por ter cão e preso por não ter. Vou continuar a fazer o que o meu bom-senso ditar.

Adenda:
Nem de propósito, no dia seguinte a escrever este post, à noite dei de caras com uns peões na ciclovia mas como só me apercebi tarde de mais não buzinei e rolei devagar até chegar perto.
Um deles sobressaltou-se e disse-me: "O amigo tem de comprar um apito!"

Caminhos alternativos...

Saturday, January 10, 2015

Há efetivamente mais que um caminho para ir do ponto A ao B, então dentro das cidades as possibilidades são muito maiores que nas zonas suburbanas.

Desde que comecei a aventura do commute para o trabalho que já alterei pequenas opções de trajeto, mas recentemente fiz uma pequena alteração que me arrependo de não ter tomado há mais tempo.

Nem de propósito esta semana vi esta TED Talk:
http://www.ted.com/talks/daniele_quercia_happy_maps


É que toldado pela ideia de usar a ciclovia existente na Duque de Ávila, esse era o percurso que sempre fazia. E apesar de ser mais "seguro" pois é segregado da via onde transitam os veículos motorizados, tem o risco acrescido de estar sempre mas sempre, sempre, cheio de peões, de carrinhos de bebé, de gente ao telemóvel, de velhotes de bengala, de gente com sacos de compras - ou seja, às vezes é um verdadeiro martírio.

Então comecei no sentido que vêm da Gulbenkian para o Instituto Superior Técnico a ir ao lado da ciclovia, posicionando-me na estrada, tanto mais que agora o Código da Estrada o permite. Logo aí ganhei pois dá para rolar muito mais depressa e o trânsito ali acaba por não ter um registo de velocidade muito alto. Mas também só o fiz por já ter ganhado traquejo, acredito que as ciclovias tem esse dom de trazer os menos afoitos para o uso da bicicleta, e depois com o tempo ganham asas e arriscam mais.

Então já que estava a abdicar da ciclovia e enveredar-me pelo asfalto em partilha com os carros, porque não tentar outros atalhos?

E foi aí que descobri a rua Pinheiro Chagas - um sossego! 

Quase sem trânsito, e o que circula anda lento, e é fácil marcar posição na via!
Nem tudo é bom, pois o percurso depois perto da Maternidade e ao lado do Sheraton é mais desafiante, mas mesmo assim poupo 500metros, menos irritabilidade com os peões na ciclovia, poupo múltiplos semáforos e acima de tudo... é muito mais agradável!

Exemplo:




My advice: Try new routes!!!

A mini-me está a crescer...

... e o Pai Natal trouxe-lhe uma amiga nova!

Primeiro passeio a sério com a bicicleta nova andou quase 6kms! E ainda queria mais...

Agora com roda maior e cheia de vontade já dá para acompanhar os crescidos no jogging.



Obviamente que tivemos de personalizar a bicicleta, pois é uma daquelas que se vendem aos magotes e há muitas iguais por aí... (este modelo aparentemente é made in france).


(farrapos de novelo, cestinha e campaínha da Kitty)
 

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