Depois da Romana (a minha Lombardo Roma para os commutes), da Prazeres (a Zeus de estrada) e da biba (a minha velhinha BMX IBA transformada para a filha) temos agora na família a Dahoninha (uma dobrável para a babe passear)!
Aquisição recente, em segunda mão, mas quase nova de um senhor que muito a estimou mas que não usando preferiu vender a tê-la num canto a apanhar pó em casa.
É uma Dahon Jetstream P8, dobrável mas de roda 20. Quase nova... os pneus ainda tem os "pinos" da borracha de tão pouco que devem ter rolado.
Há que tempos que a babe não tinha uma bina para passearmos, e como me tinha dito que via com bons olhos uma dobrável andei à procura e achei que esta seria uma boa opção pois serviria para os intuitos de passeio esporádico como também como veículo utilitário caso um dia fosse necessário.
"Ah, mas nunca ouvi falar disso das Dahon... é o quê?"
É ver aqui a história da Dahon e como revolucionou a indústria dos velocípedes dobráveis modernos...
«Founded in 1982, by inventor and physicist Dr. David Hon and his brother Henry Hon, Dahon has grown to become the world's largest manufacturer of folding bikes, with a two-thirds marketshare in 2006.» https://en.wikipedia.org/wiki/Folding_bicycle
Entretanto os carros elétricos e que eram muita bons para a mobilidade pois permitiam ser partilhados e até eram elétricos e o camandro costumam estar parados paradinhos no estacionamento do TagusPark, e de quando em vez devem ir a carregar as baterias...
O único veículo elétrico que promove a mobilidade em Oeiras nesta foto é a minha "Romana"!
Mudar o mundo como um todo não está nas nossas mãos, mas mudarmos o que fazemos para um mundo melhor está em cada um de nós. E só nós é que podemos fazer essa mudança, com ou sem o apoio dos outros, do estado, da sociedade, pouco ou poucoxinho, mas está em cada um decidir por si se quer fazer parte do rebanho ou pensar pela sua cabeça e mudar-se mudando os outros e o mundo.
Desde que tenho a "Romana", sensivelmente desde Março, que já fiz 2121 kms (feitos hoje, último dia do ano de 2016), quase na sua totalidade em deslocações pendulares casa-trabalho.
Dois mil cento e vinte um kilómetros!!
Um amigo chamou-me a atenção para um documentário que passou recentemente na RTP1 sobre o fim da nossa existência como espécie no planeta:
«... sabemos agora, se fizermos mais estradas teremos mais trânsito. Concluímos ainda que se fizermos mais ciclovias e equipamentos para bicicletas, se convidarmos as pessoas a pedalar, então no espaço de 10 anos haverá mais pessoas a fazê-lo.»
Eu tento fazer a minha pequena parte, que é pouco eu sei, mas é o que consigo ir fazendo, nomeadamente no que concerne ao transporte diário pendular... foram menos 2121 kms a gastar petróleo.
"Ah e tal mas tens uma bicicleta elétrica, por isso tb poluís!"
É verdade. Não nego que a eletricidade que a bateria consume ainda não é produzida 100% de forma sustentável, mas quiça um dia seja. E é da produção na origem que advém os CO2 e não da deslocação em si.
Mas é fazer contas como dizia o atual Secretário Geral da ONU já no seu tempo de governo...
Ora, se foram 2121 kms, segundo a infografia anterior, dá qualquer coisa como:
Bicicleta elétrica: 0,012666667 kg CO2 por km.
Moto (scooter 125): 0,208666667 kg CO2 por km.
Carro (gasolina, o meu é a gasóleo por isso ainda será mais - shame on me): 0,4 kg CO2 por km.
Totais para os 2121 kms:
Bicicleta elétrica: 26,866 kg CO2 (na produção da energia elétrica na fonte).
Moto (scooter 125): 442,582 kg CO2.
Carro: 848,4 kg CO2.
Ou seja, tendo optado por uma decisão individual e só minha, sem apoio do estado e sem nenhuma infraestrutura própria para bicicletas o meu contributo para a produção de C02 vindo de bicicleta para este meu atual local de trabalho foi 3% se comparado com o usar o carro para fazer o mesmo trajeto, e de 6% se comparado com o que seria se viesse de scooter.
Se tivesse mantido o antigo local de trabalho seria 0 kg CO2 pois antes usava uma bicicleta mecânica e apenas tive de optar pela elétrica por causa destes declives...
Está em nós mudar o que podemos mudar e está em nós pressionar quem nos rege, quem faz as leis, quem muda o paradigma, para que o mundo seja melhor, mais justo, mais sustentável.
E não é nos copos com os amigos em conversas banais e inconsequentes que as coisas mudam... é pegar em cada um de nós e dar um pouco de tempo, de vontade, de esforço para pressionar, para informar, para esclarecer...
Por exemplo, uns minutos do seu tempo serão mais que suficientes para mandar um mail à ANSR para que pense bem no seu "PENSE 2020 - PLANO ESTRATÉGICO NACIONAL DE SEGURANÇA RODOVIÁRIA" e nao ande ao contrário do caminho que está a ser trilhado por todas as restantes capitais e países desenvolvidos no sentido de promover os modos ativos.
Dizem eles: «Contamos consigo. “A Segurança Rodoviária é uma responsabilidade de todos”. Contacto de email: pense2020@ansr.pt»
Eu pela minha parte não conto muito com esta ANSR, que não quer caminhar no sentido de uma melhor segurança rodoviária para os utentes vulneráveis mas continuadamente criar poucas condições para que cada vez mais possamos optar e ter liberdade de escolha querendo criar leis e condições que contrariam a adopção do uso da bicicleta como meio de transporte.
E se andam assim tão preocupados com os traumatismos cranianos quiça devessem era fazer um estudo que realmente salvasse vidas??
«Contamos consigo. “A Segurança Rodoviária é uma responsabilidade de todos”. Contacto de email: pense2020@ansr.pt»
Digam-lhes o que pensam! Façam o vosso bocadinho para mudar o mundo e sermos mais sustentáveis. Mesmo que não possam usar a bicicleta permitam que os que querem e possam o façam!
Sustentabilidade... das palavras aos atos. Ou então continuem a ver a bola ou outras coisas... cada um com as suas obsessões!
Hoje ao vir a caminho do trabalho na mega subida que faço estava uma equipa de jardineiros a tratar das palmeiras quando ficam todos a apreciar a Romana a galgar por ali acima ao ponto de um deles exclamar para os outros:
"Olha, isto é que é força..." - pensando que era tudo força de pernas aqui do menino.
Ao chegar aos novos parqueamentos lá no trabalho...
...reparei num post-it com algo escrito no local onde costumo deixar a minha Romana.
Era de um colega que o tinha deixado na sexta anterior mas que eu não tinha visto, e queria saber mais disto das bikes elétricas pois mora aqui perto mas as subidas desmotivam o vir de bicicleta "normal".
Já tivémos a trocar informação, pode ser que o estacionamento comece a ser parco para as bicicletas :)
Entretanto um dos mails que recebi de manhã cedo no mail pessoal, que consulto via telemóvel, era de uma pessoa a inquirir a lista de distribuição da "bicicletada" (Massa Crítica) sobre bicicletas elétricas...
Parece que isto dos velocípedes com assistência elétrica está de moda...
Sim, tenho a certeza que naquele troço ia em excesso de velocidade. Não costumo ir a mais de 50kms/h mas naquele dia quis testar a velocidade máxima da "Romana".
E mesmo assim no Strava não estou em primeiro.
Reluctantly crouched at the starting line, Engines pumping and thumping in time. The green light flashes, the flags go up. Churning and burning, they yearn for the cup. They deftly maneuver and muscle for rank, Fuel burning fast on an empty tank. Reckless and wild, they pour through the turns. Their prowess is potent and secretly stearn. As they speed through the finish, the flags go down. The fans get up and they get out of town. The arena is empty except for one man, Still driving and striving as fast as he can. The sun has gone down and the moon has come up, And long ago somebody left with the cup. But he's driving and striving and hugging the turns. And thinking of someone for whom he still burns. He's going the distance. He's going for speed. She's all alone In her time of need. Because he's racing and pacing and plotting the course, He's fighting and biting and riding on his horse, He's going the distance. No trophy, no flowers, no flashbulbs, no wine, He's haunted by something he cannot define. Bowel-shaking earthquakes of doubt and remorse, Assail him, impale him with monster-truck force. In his mind, he's still driving, still making the grade. She's hoping in time that her memories will fade. Cause he's racing and pacing and plotting the course, He's fighting and biting and riding on his horse. The sun has gone down and the moon has come up, And long ago somebody left with the cup. But he's striving and driving and hugging the turns. And thinking of someone for whom he still burns. Cause he's going the distance. He's going for speed. She's all alone In her time of need. Because he's racing and pacing and plotting the course, He's fighting and biting and riding on his horse. He's racing and pacing and plotting the course, He's fighting and biting and riding on his horse. He's going the distance. He's going for speed. He's going the distance.
O prometido é devido, adágio popular que o Rui eternizou numa música há um par de décadas (já passaram tantos anos, estou velho), portanto fica aqui um post sobre a apreciação e experiência na minha bicicleta elétrica cuja graça dei de "Romana".
Neste momento já leva mais de 300kms a rolar, a grande maioria em percursos casa-trabalho-casa e alguns em pequenas voltinhas de recados e compras.
So far, so good! Estou muito satisfeito por ter comprado a bicicleta pois presta-se àquilo que era a minha intenção de conseguir a espaços trocar o carro ou a mota para as minhas deslocações ao trabalho permitindo-me assim fazer também algum exercício.
"Exercício? Mas afinal... não é elétrica?" - dirão alguns de vós e é o que mais ouço.
Sim, é elétrica, mas não anda sozinha.
Não é uma motoreta elétrica, é um sistema de auxílio ao pedalar, por isso é preciso - you guessed - pedalar! E basicamente é preciso pedalar sempre, o que obriga a estar sempre a mexer as perninhas.
Depois de uns percalços iniciais com a bicicleta, num tema das luzes traseiras e dos travões hidráulicos que não estavam bem pois perderam o óleo e como tal não travava nada, o Miguel da BeEletric, mais uma vez num serviço 5 estrelas, diagnosticou o problema e com a parceria que tem com a Be-Cyclist do Samuel resolveram o problema em três tempos. Sangraram o travão da frente da Romana e voltaram a meter o óleo que agora está devidamente vedado e faz o travão fazer o seu trabalho, que é travar!
Além disso o Samuel afinou a bicicleta para o meu tamanho, corrigindo a altura, inclinação do selim e do guiador. E havia uma mudança que não entrava bem e agora está suave... maravilha.
A bateria carrega totalmente em 2 horas com o carregador de origem.
Não é possível carregar a bateria sem a retirar da bicicleta pois só tem uma entrada. Portanto é preciso sempre retirar a mesma para a carregar.
A entrada é "proprietária" e não é standard pelo que se o carregador morrer é preciso comprar um novo, são tipo 150€ só o carregador, poiiis.
Existem 4 modos de assistência e desligado (turbo, sport, tour, eco, off) e a autonomia depende de qual o modo de assistência que se usa, as subidas que se fazem e até do número de arranques.
Para o meu percurso que são cerca de 12 kms para o trabalho e 12 kms de volta, mas com umas subidas que são quase mini-prémios de montanha, usando o modo Turbo que é o máximo de assistência, dá para um dia e meio, ou seja ~36 kms.
Houve um dos dias que esqueci de carregar a bateria de véspera e tive de levar o carregador comigo, bem pensei bem o fiz pois fiquei sem bateria a 500 mts do trabalho e seria impossível fazer os 12 kms de volta só com a força das pernas.
Outra vez que arrisquei ir e vir com o modo Sport, que é o 2.º mais forte na assistência e tinha pouca bateria, acabei por ficar sem bateria à vinda para casa a cerca de 1,5kms e tive de puxar pelas pernas - não foi nada fácil.
É que esta menina pesa 21kg e com mais cadeados e tralha nos alforges estamos a falar de mais de 25kg. É mesmo muiiiito pesada.
Conselho: controlar bem a autonomia pois quando a assistência acaba é um peso monstruoso!
Em termos de condução estou muito satisfeito, é uma bicicleta muito confortável em termos de posição de condução. Pneus grandes mas sem ser de BTT, guiador ergonómico para condução relaxada, selim grande, tem suspensão adaptável pelo que posso regular, as luzes dianteira e traseira são muito boas. A traseira é um led no rack, coisas modernas! http://www.racktime.com/en/racktime-products/system-carriers/racktime-product/shine-evo-standard/
Tem um descanso muito poderoso. Tem um lock da Axa na roda traseira que usa a mesma chave da bateria. Tem para-lamas. O computador de bordo, wooow, dá informações de velocidade, horas, tempo de viagem, acumulados, velocidade máxima - já deu 62kms a descer esta maluca!
Li há tempos um artigo que as eBikes terão um boom nos próximos anos e acredito que sim. Como transporte citadino são um investimento melhor que um carro ou um mota... não pagam impostos, nem o "combustível" é tão caro pois ao fim ao cabo tem de carregar energia elétrica mas é incomparavelmente mais barato, e além disso dá saúde e felicidade!
O problema é que como é um bicho caro agora ando com 4 cadeados atrás!
Fica toda amarrada para ninguém ter inveja e ma levar...
Para além disso, dá para andar com a roupa normal do trabalho pois transpira-se muiiiiito menos!
Desvantagem das elétricas? Tens obrigatoriamente de andar de capacete, it's the law! (quer dizer, pode-se desobedecer à lei, mas depois podem haver consequências...)
Adenda:
Descobri recentemente que afinal posso carregar a bateria sem a tirar do deck da bicicleta.
"Olha que coisa mais linda Mais cheia de graça É ela menina Que vem e que passa Num doce balanço A caminho do mar..."
Garota de Ipanema / Caetano Veloso
A Romana não é uma bicicleta! A Romana é uma gazela a pedais!
Nem sabem o quando me arrependo... de não a ter comprado mais cedo.
A review será feita em breve quanto tiver mais kms de utilização, mas para já ficam as fotos da menina que não deixa ninguém indiferente quando passa a rolar qual Garota de Ipanema.
Hoje tive de ir a Lisboa e fui na minha nova menina, a Romana! :) Very niiiceee!
Ao passar pela ciclovia que ladeia a Avenida Calouste Gulbenkian em Lisboa tive uma boa surpresa... Finalmente depois de terem alcatroada a estrada Rua Armando Cortez já há muito muito tempo lá repintaram a passadeira. A-LE-LU-IA!
Já tinha falado do tema aqui neste meu post do "The green bullet e certos pormenores nas ciclovias" por ser algo que é de uma grande incompetência das entidades competentes (gioco di parole) só pensarem na mobilidade motorizada (convêm reler para relembrar o tema).
Acreditem que não são pormenores, pois há tempos ia eu no sentido trabalho/casa quando vejo um casal de nórdicos (eram loiros!) a quedar-se no passeio e a olhar para um lado e para o outro, para cima e para baixo à procura de uma passagem correta... e só se atreveram a passar a estrada porque me viram a fazê-lo de bicicleta. "Uma vez em Roma, sê Romano" - presumo que terão pensado.
E naquele gancho é sempre complicado de atravessar quer de bicicleta quer a pé.
Mas depois do entusiasmo inicial, veio a minha natural estupefação.
"Tanta sinalização?!" mas o Vereador da Mobilidade não andava a limpar os obstáculos e estorvos que pululam pelos passeios?! (ora contem-os lá...)
Notícia do DN: "Lisboa retira obstáculos de seis ruas para ser mais fácil andar a pé"
E mais, se acabaram de pintar de fresco porque raio se há uma ciclovia de um lado e outro não pintaram na mesma uma passagem de velocípedes?
Diz assim o documento da ANSR sobre o último Código da Estrada:
"Promove-se ainda a mobilidade sustentável, reconhecendo-se os benefícios da mesma para a saúde e para o meio ambiente, introduzindo-se profundas alterações ao regime de circulação dos velocípedes. A título de mero exemplo,: (i) Os utilizadores de bicicletas passam a poder circular nas bermas, desde que não ponham em perigo ou perturbem os peões que nelas circulem; (ii) os condutores devem ceder a passagem aos velocípedes nas passagens assinaladas; (iii) os veículos motorizados quando efetuam uma ultrapassagem a um velocípede devem guardar deste uma distância lateral mínima de um metro e meio; e, por último, (iv) com alguns condicionalismos, os ciclistas podem circular a par."
in Código da Estrada
Cumássim? "Promove-se"?! Então mas neste caso "obrigam" (por decreto, mas ninguém cumpre estas imbecilidades) a desmontar da bicicleta, até tem um STOP novo para ajudar a forçar o ponto, pois a ciclovia "acaba" num passeio seguido de uma passagem de peões, que "obriga" a desmontar para atravessar, para depois ter mais um metro de passeio e ter 10 metros de ciclovia e depois umas chapas metálicas no chão onde indica passeio (em calçada portuguesa de pedrinhas soltas) a partilhar com peões num espaço reduzido?!
Mas como "promovem"? Mas comem cocó às colheres ou são mesmo burros? Isto promove o quê? Só se for a desobediência às regras pois fazem puto de sentido... Se nas passagens mais à frente na Praça de Espanha até fizeram bem com a passagem de peões e a de velocípedes ao lado porque é que aqui fizeram mal? Não tem esperto no cabeço?
Mais... fiquei recentemente sabedor via esta conversa da MUBi aqui no Fórum (este fórum é muito bom, e ao contrário das conversas dos facebooks e afins fica facilmente pesquisável para consulta e histórico) que se eu quiser, porque até tenho à vontade e traquejo, não posso usar a estrada mas sou obrigado a usar aquela ciclovia? É que nesta parte aquilo dificilmente se pode chamar uma ciclovia... eu quero ir trabalhar não ando a passear a ver as vistas... preciso de me deslocar com rapidez e em segurança, mesmo que seja a 20km/h.
Não é uma passadeira antiga, foi acabada de pintar, os sinais acabados de colocar... (recentemente entenda-se, não sei precisar quando foi feito pois desde Dezembro que não passava ali).
Mais, se é uma zona 30 (tá lá o sinal, mas muitos não cumprem) porque não fazer uma passadeira elevada e assim facilitar efetivamente a mobilidade sustentável e obrigando o trnasito motorizado a cumprir os 30km/h?
Como é que esta gente responsável acha que anda a promover a mobilidade sustentável?!
Coincidência das coincidências o meu amigo que me tirou as fotos no post do "The green bullet" e que na altura ia de taxi, hoje também me viu na mesma zona comentou o meu post matinal no facetas a questionar se hoje era dia de ir ou não de bicicleta por causa do tempo: "Foste de bike. Vi-te passar na Gulbenkian e a mandar vir com alguma coisa. (PS: o vermelho fica-te bem)."
Estava a mandar vir com um automobilista que depois de eu esperar no semáforo vermelho na passagem de velocípedes resolveu ficar parado em cima da mesma quando abriu o verde para mim como se eu é que tivesse de andar a fazer gincanas porque eu ando a "passear de bicicleta" e ele vai no seu carro pagador de impostos e seguro e com matrícula para o trabalho...
Depois de muito procurar, ler e informar-me acabei por me esticar no orçamento inicial e resolvi adquirir uma bicicleta eléctrica nova.
A escolhida foi a Lombardo Roma Uomo com motor eléctrico da Bosh Active Line (bateria de 400 Wh). Ver aqui no site oficial da Lombardo Bikes o resto das especificações.
Obviamente que tinha de a batizar... A Romana!
Da maneira a que todos os caminhos vão dar a Roma esta minha bicicleta "Romana" vai trilhar muitos caminhos! (não confundir com a famosa cantautora de música popular portuguesa).
"Fosgassssseee! Tanto dinheiro... tu é maluco?"
Concordo... o custo médio de um veículo motorizado é absurdo! Não sei se estes valores do "AutoCusto" estão certos:
... mas eu fiz as minhas continhas só com portagens e combustível, pois efetivamente não vou deixar de ter carro e mota, por enquanto, portanto vou continuar a ter de pagar seguros e manutenções.
Mas a juntar a estas contas há também o gozo e prazer de pedalar ao invês de gastar 50€/mês num ginásio e o tempo que não se perde nas filas de trânsito, tipo isto que acontece TODOS os dias pelas 9h e pouco na A5 de Lisboa-Cascais-Lisboa:
E por conseguinte achei que seria um bom investimento. Dito e feito, bicicleta encomendada, chegou passado umas semanas pois ainda estavam a fabricar as ditas lá em Itália. (E sim, procurei muito mas não encontrei nada made in PT que tivesse o mesmo custo/qualidade - eu sou pela compra do que é nosso, quando faz sentido, não é cegamente só por ser feito cá.)
Comprei a bicla nova na BeElectric, em Cascais, e todo o processo foi muito profissional e competente. Apenas tenho um tema para resolver na bicicleta que se tratou da luz traseira que veio estragada e que estou à espera da peça de substituição. De resto foi tudo impecável...
Ainda só dei umas voltinhas na mesma, pelo que deixo para outro post a análise à Romana, agora ficam algumas fotos das primeiras voltinhas. Batismo feito parcialmente debaixo de aguaceiros pelo que deu para testar os paralamas e tudo... chasing the rainbows!
Entretanto preciso de espaço na garagem, e como tal tenho a Felicidade à venda.